Edição: 13 a 19/04/2008
Aquidauana, Sexta, 21 de Novembro de 2008
Palavra-chave:
  - Capa
  - Colunistas
  - Anastácio
  - Aquidauana
  - Artigos
  - Câmara Municipal
  - Comunicados
  - Contato
  - Cultura
  - Editais
  - Editorial
  - Policial
  - Política
  - Role
  - Saúde
  - Turismo
  - Como Chegar
  - Histórico
  - Informações
  - Mapas
  - Pantaneta
  - Calendário 2005
  - Cultura
  - Distritos
  - Aldeias Indígenas
  - Parques Naturais
  - Rio Aquidauana
  - A. Begossi
  - Anderson Meireles
  - Benites
  - Carlos Frederico
  - Crônicas
  - Diversos
  - Dr. Vitor Maksoud
  - Eldes Ferreira
  - Embrapa
  - Jandira Trindade
  - Manoel Afonso
  - Marcos Antônio
  - Mário Eugênio
  - Rev. Vivaldo Melo
  - Ronaldo Régis
  - Ruben Figueiró
  - Wilson Bento
  - Entretenimento
  - Charge do Dia
  - Classificados
  - Horóscopo
  - Previsão Tempo
  - Promoções
  - Wallpapers
  - Imprensa
  - E-mails
  - Publicidade
  - Expediente
  - Webmaster
  - Fale Conosco
Histórico

Histórico | Significado | Ata de Fundação | Igreja Matriz | Museu

Significado etimológico da palavra Aquidauana
Onésimo Farias

Poderíamos simplesmente dizer que a palavra Aquidauana já era simplesmente o nome do Rio “Aquidauana” e pronto acabou a história.

Entretanto não está no nome do rio a origem da palavra. Estamos falando de História e como História, somos obrigados abrir o cadáver de fatos passados, mesmo quando for caso de milhares de anos.

Pois bem, vamos aos fatos: as terras hoje do nosso município pertenciam antigamente ao município de Miranda como todos os aquidauanenses sabem. Em primitivos tempos aqui habitavam os índios Guaycurús.

Dominava a política em Miranda os homens que não tinham compreensão do progresso em desenvolvimento do sul de Mato Grosso, contentavam-se em cuidar de seus bois e eram insensíveis, por não compreenderem aos assuntos sociais e econômicos do próprio município de Miranda. Homem de grande visão como Theodoro Rondon não cabia em Miranda e foi sua avançada compreensão que reuniu homens semelhantes à sua personalidade para criar outra cidade e outro município, que é Aquidauana hoje.

Fundada a nova estrutura para a concretização desta nossa cidade, os dominadores de Miranda passaram a criar todas as dificuldades possíveis para impedir o progresso Aquidauanense.

Entre suas atividades contrarias, os chefes mirandenses inventaram e propagaram a falsa notícia, dizendo ser aqui zona pestífera, sintetizada na frase "aqui dá febre", visando, é claro, desmoralizar os trabalhos dos fundadores de Aquidauana e afugentar pretendentes a virem morar no nosso município. Fizeram essa notícia com tanta evidência que até hoje muita gente pensa que o significado-origem seja esse.

Emille Ricasseau, agrimensor francês, em missão profissional, naquele tempo morou longos anos em Corumbá, percorreu toda região de Forte Coimbra, Barranco Branco, Porto Murtinho, Nioaque, Aquidauana, Campo Grande, teve muita convivência com índios de diversas tribos, destacadamente com os Guaycurús, fixou-se em Aquidauana e daqui mudou-se para São Paulo.
No seu livro intitulado “ A VIDA DOS ÍNDIOS GUAYCURÚS” ele diz: “Na língua dos Guaycurús – Aquidauana significa rio Fino, estreito, delgado.
“Aqui” – rio, “uana” – fino, delgado, estreito (pág. 55).

Este livro, apesar de mais de uma edição, só pode ser encontrado em antigas bibliotecas. Sei de sua existência nas bibliotecas do Estado de Minas Gerais, em Belo Horizonte e na Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro.

Em Belo Horizonte, quem mais consulta esse livro, são estrangeiros!
Existem dicionários de línguas indígenas e neles encontramos palavras com o mesmo significado.

De agora em diante todo aquidauanense pode dizer o significado etmológico da palavra Aquidauana – “Rio Estreito”!!

Atualmente o nosso rio é um pouco largo, mas é por causa da devastação vegetal de suas margens, nas áreas da cidade.

Quem passa pelo rio depois de Rochedo, poderá ver que ele é estreito. Assim a “febre” ficou com os mirandenses que não souberam progredir a respeitável cidade, Miranda.

Minha mãe era mirandense, sou admirador dos mirandenses evoluídos. Não digo “progressista” porque esta palavra hoje é muito desvalorizada.

O imortal poeta norte americano Lor Fello nos deixou estes versos inesquecíveis:

O passado, que é morto,
Que vira em seu túmulo,
Agir, agir no presente regorgitante,
Com ardor no coração, sob a orientação de
Deus.

 

Winamp
Windows Media
Real Player
Lise Cerimonial
AT
Pax Universal
Panificadora Viana
Rhobson Tavares