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24 de junho de 2018
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Anastácio

Moradores da Vila Maior vivem situação dramática com lamaceiro em rua alagada

População carente sofre há décadas, mas Prefeitura ainda não conseguiu resolver escoamento

13 JUN 2018 - 16h35min
Redação

Basta 15 minutos de chuva para que os moradores da Rua 18 de Março, localizada na Vila Maior em Anastácio, entrem em desespero, com medo dos danos e perdas de móveis e objetos pessoais. Além da dor de cabeça com a lama e poças, o cenário também é de perigo para as mães e crianças que precisam ir à creche ou escola. Essas e outras situações são decorrentes do alagamento das casas que ficam no entorno dessa rua, longe de ter um sistema eficiente de escoamento de água.

Conforme a equipe do jornal O Pantaneiro apurou, trata-se de uma situação recorrente ano após ano, há pelo menos duas décadas. Sofrimento para quem não sabe o que fazer e a torcida para que não haja uma tempestade e, com isso, percam tudo o que têm.

Rosimeire dos Santos, 52, dona de casa, mora na rua há mais de 15 anos. Ela conta que o local sempre foi assim. “Nós sofremos muito nesse lugar. Eu quero pedir ao prefeito, Nildo Albres, que venha aqui olhar nossa situação quando está chovendo, dar uma mão para nós, que somos pobres, nós precisamos dele e ele precisa da gente nas eleições.”

A moradora conta que necessita levar uma criança pequena à creche e, e nos dias de chuva, ela é forçada a tirar o calçado para conseguir atravessar a via. “É uma tristeza, aqui não tem escoamento e eu tenho que ir descalça para creche para chegar lá, cheia de barro”, conta desolada.

O pescador profissional Valdir Bergamin, 43 anos, complementa que a Prefeitura de Anastácio está realizando obras no local, mas contesta a eficiência da ação, já que, segundo ele, a rua está mais alta do que o alicerce de sua casa. “Pergunto por onde vai escorrer essa água? Isso aí era para engenheiro responsável rebaixar a rua e fazer bocas de lobo. Como vamos viver numa situação dessa aqui?”, questiona.

Para piorar o cenário, a mulher de Valdir teve bebê no início da manhã desta terça-feira (12) e o pescador ainda não sabe como vai trazer a mãe e a criança para a casa, toda alagada. “Minha esposa teve alta hoje, ainda foi cesárea, e não sei como vamos chegar aqui. A água está quase na altura do joelho, tem lama no sofá e em outros móveis. Nós lutamos para sobreviver e ainda temos que lidar com esse descaso”, disse indignado.

História que se repete

Os moradores da 18 de Março contam que há 20 anos o Poder Público não consegue resolver o alagamento no local. A água não tem vazão e a reclamação da população é de que a Prefeitura não dá continuidade às obras, colocando as lajotas trecho por trecho, lentamente.

De acordo com o secretário de Obras de Anastácio, Aguinaldo Gonçalves Estadulho, a empresa terceirizada parou o trabalho por conta da liberação do cascalho, necessário para dar continuidade ao lajotamento. “A obra ali será concluída, mas está meio enrolada por conta da licença ambiental para a retirada do cascalho. Então, depende do governo do Estado, não depende de mim”, explicou.

Ainda segundo o titular da pasta, a Vila Maior sempre apresentou esse problema, já que, segundo Estadulho, a água da cidade desce para o bairro, mas assegurou que o projeto de drenagem também está em andamento. "Com o tempo ela será concluída. Nós sabemos das dificuldades dos moradores, mas isso é contrato com a empresa responsável, não é obra da Prefeitura”, disse se esquecendo de que tanto a licitação para contratação de empresa de construção quanto a  exigência do cumprimento de cronograma é de responsabilidade da gestão pública municipal.

Questionado sobre a solução do imbróglio, Estadulho informou que o pedido de licença ambiental para o cascalhamento foi feito há 60 dias junto ao governo do Estado. “Até agora não liberaram a licença, mas acredito que em 30 ou 35 dias a obra deverá ser retomada”, concluiu.

*Com informações de Luiz Guido Jr.

Luiz Guido Jr.

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