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Anastácio

Operação Risco Duplo: MPE diz que apenas parte da quadrilha foi presa

Três irmãos de Anastácio estão entre os investigados. Quadrilha vendia habilitações por até R$ 3 mil.

10 ABR 2013 - 14h05min
redação / Aníbal Placêncio
O Ministério Público Estadual informou, durante coletiva de imprensa, que deverá ouvir outros suspeitos de envolvimento em um esquema de fraude de CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e certificados de cursos de cargas perigosas e transporte coletivo. A Operação Risco Duplo foi realizada nesta terça-feira (09), pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e pela PRF (Polícia Rodoviária Federal), e cumpriu sete mandados de prisão e seis mandados de busca e apreensão, nos municípios de Anastácio, Nioaque, Sidrolândia e Jateí, em Mato Grosso do Sul, e Cuiabá, capital de Mato Grosso.
 
?A investigação foi feita por causa de habilitações com problemas e falsificações. Não só aqueles que vendiam, mas todas as pessoas que adquiriram habilitação ou certificado falsificados responderão por uso destes documentos ou até mesmo corrupção ativa. Todos serão chamados e ouvidos pelo Gaeco. As investigações continuam, apenas parte da quadrilha foi presa?, esclareceu o promotor de Justiça Marcos Alex, coordenador do Gaeco.
 
Um dos alvos da Operação Risco Duplo foi o Centro de Formação de Condutores - Autoescola Anastácio, localizado na Avenida Manoel Murtinho. Foram cumpridos mandados de prisão contra os irmãos Elcilande Serafim de Souza, Elcimar Serafim de Souza e Elcivar Serafim de Souza. Foram apreendidos documentos comprometedores em Anastácio e também em Cuiabá.
 
Sobre a Operação
 
A operação ?Risco duplo? é desfecho de investigação iniciada em outubro de 2012 para apurar as atividades da quadrilha responsável pela emissão fraudulenta de Carteiras Nacionais de Habilitação. Foram mobilizados três promotores de Justiça, 58 policiais rodoviários federais e dez policiais militares do Gaeco. No total, foram empregadas 26 viaturas e uma aeronave.
 
Conforme revelaram as investigações, os integrantes da quadrilha tratavam da venda de habilitações para interessados em pelo menos três Estados (MS, MT e SP), além de emitir certificados exigidos por lei para a condução de produtos perigosos, transporte de passageiros e coletivos, mesmo sem a frequência dos interessados em curso.
 
Cada habilitação era vendida por valores que variavam entre R$ 1.500 e R$ 3 mil. Já os certificados de curso eram vendidos pelo valor de R$ 400,00. A polícia estima que, em menos de três meses, a quadrilha tenha comercializado cerca de 50 habilitações.
 
Os investigados responderão pelos crimes de falsificação de documento público, falsidade ideológica e formação de quadrilha, cujas penas somadas podem ultrapassar dez anos de prisão.
Dois suspeitos foram encontrados em uma residência em Anastácio, ao lado da autoescola
Dois suspeitos foram encontrados em uma residência em Anastácio, ao lado da autoescola / Divulgação
Dois suspeitos foram encontrados em uma residência em Anastácio, ao lado da autoescola

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