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Aquidauana

APM do Cejar esclarece polêmica envolvendo seo Assis Pipoqueiro

Fãs da pipoca com queijo fizeram postagem na internet sobre proibição de venda na escola

18 MAI 2017 - 10h52min
Redação

Assis Alexandre da Silva, 62 anos, o seo Assis Pipoqueiro, como é conhecido tem sido alvo de mobilizações feitas pela internet. As postagens feitas ao longo desta quarta-feira (16) mencionam que ele foi impedido de vender a sua famosa pipoca com queijo para os alunos da Escola Estadual Coronel José Alves Ribeiro – Cejar, ponto onde ele comercializa seu produto há pelo menos 30 anos. Seo Assis vende pipoca em Aquidauana há 36 anos.

Sobre a polêmica da proibição da venda na escola, a equipe de reportagem de O Pantaneiro ouviu as versões da Associação de Pais e Mestres da Escola Cejar (APM) e do seo Assis. A associação alega que o pedido feito ao pipoqueiro se refere apenas ao período do intervalo das aulas. O famoso “recreio” dura 20 minutos em cada período de aula e os alunos têm a chance de comprar o que é oferecido na cantina.
O controle da cantina foi cedido pela APM, por meio da assinatura de um contrato, assinado este ano válido por até dois anos. Três interessados concorreram pela venda na escola.
 
Os empreendedores pagam um valor mensal para garantir a comercialização dos produtos dentro da escola. A quantia paga à APM é usada para fazer melhorias na instituição. O que é comprado com o dinheiro é doado ao Estado de Mato Grosso do Sul – como é caso de câmeras de segurança e o sistema de alarme que instalado na escola. Seo Assis contou em conversa com a equipe de reportagem de que foi informado que não poderia mais vender durante recreio na quinta-feira da semana passada. “Foi um abalo”, disse o profissional. A decisão foi a informado a filha dele, Rosilene.

A APM garante que a pipoca pode ser vendida antes do início das aulas e na saída dos alunos.  Seo Assis chegou a ter permissão para entrar na escola e vender a pipoca – decisão tomada em 2014, para evitar que os alunos saíssem da escola, principalmente, no período noturno para preservar a segurança. Durante todo este tempo de trabalho, seo Assis fortaleceu a relação de afeto com a comunidade, chegando a receber placas em sua homenagem.

“Não deu tempo de avisar a todos os alunos, mas os que ficaram sabendo ficaram indignados”, disse seo Assis, em entrevista. A APM reforça que o pedido de não comercialização feito ao profissional vale apenas para o período do recreio para garantir o cumprimento do contrato e não interferir no faturamento dos permissionários da cantina. Segundo as informações dos membros da associação de pais e mestres, na tarde desta quarta-feira (16), ele esteve na escola e vendeu pipoca na saída dos alunos.  Além de ter recebido a equipe de reportagem, a APM vai publicar uma nota de esclarecimento sobre o assunto.

 

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