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Aquidauana

Aquidauana: 'remando contra as corredeiras...'

'As coisas que se faziam com a maior naturalidade, hoje podem dar cadeia!'

26 MAI 2013 - 12h00min
Sargento Lídio de Souza Neto - Coluna Espaço Verde
Foguetórios, rufos e ecos de tambores, pessoas alinhadas, outras nem tanto. Imprensa marrom, políticos, politiqueiros... Muitos abraços, beijos, tapinhas nas costas...  Compadre prá lá, compadre prá cá...
 
Conversas e cochichos nos ?pés dos ouvidos?. Benevolências por demasias, muitos confetes, faixas espalhadas por todos os quadrantes da cidade com promessas politiqueiras e utópicas.
 
Cadê a reforma do nosso estádio noroeste? Cadê a nossa lagoa comprida e suas obras alvissareiras com atrativos, como: pedalinhos, mirantes, posto de apoio ao turista, etc.?   É óbvio que tudo isso não passou de verdadeiras obras de ficção e promessas evasivas. Uma prática muito comum da administração passada.
 
Para a grande maioria da população aquidauanense, esse foi o cenário político vivido nos últimos quatro anos. Uma marca registrada na gestão passada. Sempre trazia em seus vernáculos (em suas faixas de propagandas), recheados com frases de efeitos, pregando a moralidade, ?transparência?... Expedientes relapsos que não levaram nada a lugar nenhum.
 
Mas, para que o caro leitor possa ter noção desses paradigmas, temos que traçar uma linha imaginária com dois extremos distintos. Em uma ponta dessa linha estavam os apadrinhados, bem remunerados, no comando dos cargos de confiança e com carta branca para agir. Os poucos que não compactuavam com ?certas práticas?, jogaram a toalha e sairam fora.
 
Na outra ponta, estavam pessoas humildes como os ribeirinhos, vítimas das enchentes do Aquidauana, os pescadores profissionais filiados à Colônia Z-7, entre outros. Quase sempre enganados, com promessas evasivas e utópicas, por aqueles que estavam no poder. Muitos viviam no ostracismo e, às vezes, achincalhados, quando buscavam seus direitos de moradia, assistência social, entre outros benefícios assegurados.
 
Não é muito difícil de entender o martírio desses relegados pela gestão passada. Hoje, ainda, se assustam com os fantasmas da fome, das cheias passadas e recente do Rio Aquidauana, rondando suas humildes habitações.
 
Por outro lado, a atual administração municipal, apesar dos esforços, ainda sofre com os reflexos de uma administração sorrateira e fracassada daqueles que estiveram no poder nos últimos anos.
 
A atual equipe administrativa, apesar das dificuldades herdadas, não está medindo esforços para colocar a querida princesinha do sul a trilhar rumo ao progresso. A prioridade é em regularizar a situação financeira junto aos credores e fazer a máquina administrativa ?andar?. Isso requer muito esforços da atual administração, levando em consideração o total ?engessamento? finançeiro encontrado.
 
Apesar de que, aparentemente, os que têm ?culpas no cartório? respirarem o ar da falsa impressão de que as coisas estão caindo no esquecimento, um ledo engano, a realidade é bem diferente. Muito provável que surpresas, com certeza, virão em breve. É só aguardar, levando em consideração, a eficácia, a lealdade, a fé pública e notória da justiça local.
 
Por outro lado, a preocupação maior da atual administração é com os serviços emergenciais. Recuperar o crédito da prefeitura juntos aos credores, bem como, encontrar meios legais para buscar recursos juntos ao Estado e União. E, assim, tocar a máquina administrativa rumo ao desenvolvimento sustentável e proporcionar uma melhor qualidade de vida à população aquidauanense que é merecedora.
 
Contudo, apesar dos obstáculos, Aquidauana começa a ganhar corpo e um perfil administrativo. E, ?remando contra as corredeiras da vida, rumo ao progresso?, vai se reencontrando, superando as mazelas e caos herdados recentemente. E, diga-se de passagem, a missão da atual administração é árdua!
 
Para finalizar: é necessário, que velhas práticas sejam abolidas do dicionário de alguns políticos. A sociedade não tolera mais tantas falcatruas administrativas e isso, também, tem refletido no âmbito da Justiça. Alguns já pagaram caro por essas ousadias ilícitas, outros poderão ser responsabilizados. É só uma questão de tempo.
 
25/Mai/2013

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