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18 de setembro de 2019
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Pantanal em chamas

Fazendeiros e populares também se mobilizam para conter focos de incêndio na região

Situação crítica envolve a destruição de mais de 1 milhão de hectares em MS, com focos no Pantanal e Serra da Bodoquena

13 SET 2019 - 09h08min
Redação

Em entrevista ao jornal O Pantaneiro, o comandante do 1º SubGrupamento de Bombeiros Militar, que abrange as regiões dos municípios de Aquidauana, Anastácio, Miranda e Bodoquena, capitão Vinícius Barbosa Gonçalves, apontou situação alarmante pelo qual a região de entrada do Pantanal Sul-Mato-Grossense e Serra da Bodoquena enfrentam em uma das maiores incidências de queimadas na história da região.

Os focos de incêndio são tantos, que o Corpo de Bombeiros Militar não consegue atender a todas as ocorrências. Diante disso, segundo o Cap. Vinícius, fazendeiros e populares nas regiões mais distantes do Sudoeste de Mato Grosso do Sul também têm se mobilizado para conter as chamas.

“O Corpo de Bombeiros está atuando intensivamente no combate a incêndios florestais aqui na região de Aquidauana, no Pantanal, além de outras áreas. As que não conseguimos atender, até os fazendeiros e populares estão trabalhando sozinhos para que consigam combater de fato esses incêndios que prejudicam a flora e fauna da região”, explicou o comandante.

Estiagem

Em algumas localidades do Sudoeste, há aproximadamente 100 dias não chove em volume considerável. “Os incêndios estão se agravando. Nós estamos vivenciando um período de seca e principalmente nesse início do mês de setembro, as poucas chuvas são insuficientes para aplacar o calor”, aponta o capitão Vinícius.

Números impressionam

De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), de 1º de agosto e 9 de setembro o fogo destruiu 1.027.041 hectares no Estado de Mato Grosso do Sul. A maior parte, segundo o Ibama, pertence ao bioma do Pantanal.

Relatório da Sala de Situação Integrada, que reúne diversas instituições que atuam na preservação ambiental, apontou, nesta terça-feira (10) a previsão de aumento de 5% das temperaturas na região. Os representantes devem se reunir novamente hoje (13) para avaliar os danos causados pelos incêndios nesta semana.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) não prevê chuvas para os próximos 15 dias na região. Estado de emergência foi decretado pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB), já que deverá ser demandados recursos federais na força-tarefa de combate às chamas na região do Pantanal e Serra da Bodoquena.

Até o momento, mais de 1500 focos de incêndio foram detectados só em setembro. Dados do Ibama traduzem o desespero de animais silvestres, que lutam para sobreviver e fugir do fogo que consome a região.

Trabalho ostensivo do Copo de Bombeiros no combate a focos de incêndio na Fazenda Caiman, em Miranda. Foto: CB/Divulgação

Atitudes

Para o capitão Vinícius Barbosa Gonçalves, a sociedade também precisa ser atuante e ter consciência de que todo cuidado é pouco neste período de seca extrema. “É inadmissível que, neste período sem chuvas, aconteça a prática de limpar a vegetação com fogo. Os ventos espalham as chamas, que à primeira vista pode ser pequeno, mas logo se transforma em um incêndio de grandes proporções por conta da baixa umidade. A população não deve jogar bitucas de cigarro e lixo na vegetação”, considerou.

Dados do Inpe, divulgados na última quarta-feira (11) ainda posicionam a Amazônia como líder em focos de incêndio no Brasil, com 49,6%. Em segundo lugar está a região do Cerrado, com 33%, seguido pela Mata Atlântica, com 9,7% e Pantanal com 4,1% no país. As informações foram coletadas entre 1º de janeiro a 11 de setembro deste ano.

Ainda assim, o capitão Vinícius do Corpo de Bombeiros de Aquidauana, Anastácio, Miranda e Bodoquena, ciente da situação na Amazônia e Cerrado, reafirma a posição de que é preciso união e consciência para reduzir as queimadas, mesmo sob clima adverso e propício para que o fogo continue a se alastrar na região. “É preciso dar atenção para a nossa região do Pantanal, que está em chamas. A preocupação maior é que não se percam mais vidas, nessa biodiversidade tão rica da nossa flora e fauna”.

 

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