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22 de Novembro de 2017
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Infecção crônica

Infecção no intestino avança para corpo e garota morre aos 17 anos após 37 dias internada

Hospital esclarece que paciente tinha hidrocefalia e deu entrada com infecção crônica

14 SET 2017 - 08h45min
DValentim e Luiz Guido

Uma moradora de Aquidauana de 17 anos morreu na última segunda-feira (11) após 37 dias internada no Hospital Cassems, em Campo Grande. A jovem deu entrada na unidade com uma infecção intestinal, que avançou para o restante do corpo. A família acredita em negligência médica, mas hospital ressalta que foi prestado todo o cuidado clínico possível.

Kleysla Vitória Samaniego Ramires foi transferida para Campo Grande para receber um suporte maior e continuar o tratamento de uma infecção intestinal. “Ela foi bem para Campo Grande. Sorrindo, como sempre foi”, conta o pai.

Segundo o pai da adolescente, Ricardo Gonçalo Ramires, o problema começou depois que colocaram uma sonda de alívio na filha que começou a “prender” a urina da jovem.

“Os profissionais têm uma visão de como o paciente suporta uma situação, mas nós como pais sabemos mais ainda da situação. Depois da sonda, ela teve infecção urinária e foi para o sangue. Teve três situações em que ela receberia alta, mas os antibióticxos perdiam o efeito, a infecção voltava e o quadro regredia”, conta.

Foram 37 dias internada a infecção foi para o sangue e a jovem não resistiu. A vítima foi sepultada nesta quarta-feira (13), no cemitério municipal de Aquidauana.

O OUTRO LADO

O Jornal O Pantaneiro indagou a assessoria de imprensa do Hospital Cassems em Campo Grande sobre a suposta negligência, que informou que a paciente deu entrada na unidade hospitalar no dia 3 de agosto de 2017, ás 17h, com um quadro de infecção crônica intestinal e nos 37 dias que permaneceu internada teve todo o respaldo e cuidados clínicos possíveis.

A nota pontua que em nenhum momento houve negligência médica, como o que foi alegado pela família.

A direção do hospital explicou que Kleysla era cadeirante e tinha Hidrocefalia, que é o acúmulo excessivo de líquido cefalorraquidiano dentro do crânio, que leva ao inchaço cerebral.

Pacientes que possuem essa doença crônica tem a imunidade comprometida, por isso existe uma tendência maior a desenvolver quadros de SEPSE, que é um conjunto de manifestações graves em todo o organismo produzidas por uma infecção, que inclusive foi a causa do óbito no dia 11 de setembro de 2017, às 21h50.

O hospital garante que, especialmente, no caso de Kleysla a unidade adquiriu medicamentos que não são da rotina, por possuir altos custos, tendo em vista a missão e valores na batalha constante pela vida.

(Matéria editada às 13h para inclusão de informações)

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