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13 de Dezembro de 2017
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Aquidauana

Mostra fotográfica revela crueldade da violência contra as mulheres

Exposição aberta ontem em Aquidauana revela as perspectivas das vítimas para chamar a atenção para gravidade dessas situações

5 AGO 2017 - 09h24min
Redação

Ser atingida por seis tiros pelas costas ou ser quase degolada com uma faca pelo próprio, estas são as realidades enfrentadas por muitas mulheres. Mato Grosso do Sul registrou quase 10 mil casos de violência doméstica, de acordo com os dados registrado pela Casa da Mulher no Estado. Quem são essas mulheres e quais as possibilidades para as suas vidas depois de serem vítimas de todas essas atrocidades? O que a sociedade conhece sobre a realidade de mulheres que enfrentam situações de violência? 

Todas estas questões precisam ser debatidas e esta é uma das intenções da mostra fotográfica “SOBREVIVENTES – da Casa de Abrigo ao Recomeço”, aberta ontem (4) no Fórum da Comarca de Aquidauana. “A gente tenta trazer a perspectivas das vítimas nesses crimes. Normalmente, a frequência é de apresentar o réu, o crime e, muitas vezes, a vítima é esquecida”, afirma o juiz Marcus Abreu de Magalhães, responsável pela produção das imagens da exposição que segue aberta até o dia 1º de setembro, no Fórum local.
 
A Mostra integra o calendário de comemorações do aniversário de 125 anos de Aquidauana e está sendo realizada em meio a campanha “Agosto Lilás”, mês de combate à violência doméstica. “Tinha muita insegurança, ganhei força ali dentro”, disse Rosely, uma das mulheres fotografadas para a exposição, sobre a experiência de ter passado pela Casa Abrigo. “A gente chega sem ter amor para dar. Ali, reaprendi a amar”, revelou Suely, outra vítima de violência. Nas palavras do juiz Abreu de Magalhães, a exposição tem o objetivo não só de mostrar a histórias das mulheres retratadas, mas chamar a atenção de outras pessoas. 

Neste ano, o Agosto Lilás também chegará às igrejas e faculdades sul-mato-grossenses, desenvolvendo ações para coibir as agressões cometidas por marido, namorado, pai, irmão ou qualquer homem que tenha convívio com a vítima, podendo essa violência ocorrer nas mais diversas formas – física, moral, sexual, patrimonial e psicológica.

Comércios, terminais de ônibus, aldeias indígenas, comunidades quilombolas, comunidades LGBTs (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros), entre outros, são locais alvo das ações, devido ao fluxo alto de pessoas. Em 2015, o trabalho desenvolvido pelo Agosto Lilás chegou a 2.620 pessoas. Em 2016, por meio de parceria com órgãos governamentais e a sociedade civil organizada, essa quantidade cresceu para 7.629. Para 2017, a meta é abordar 15 mil pessoas com o trabalho educativo.

Pôster estilizado com os seis tiros sofridos por uma vítima de violência doméstica
Pôster estilizado com os seis tiros sofridos por uma vítima de violência doméstica / Luiz Guido Júnior
Pôster estilizado com os seis tiros sofridos por uma vítima de violência doméstica

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