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27 de Junho de 2017
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Revolta

Operários de Aquidauana alegam até 8 meses de salários atrasados na Simasul

Empresa reconhece a dívida, mas espera colaboração dos trabalhadores para que as pendências sejam solucionadas

18 MAI 2017 - 16h26min
Da Redação

Funcionários da siderúrgica Simasul, de Aquidauana, protestam contra atraso de salários e o não pagamento de direitos trabalhistas como férias, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Alguns estão há oito meses sem receber. A direção da empresa confessa as dívidas, mas garante que está em processo de negociação com os trabalhadores, embora não haja previsão de acerto.


De braços cruzados, os funcionários da produção se recusam a iniciar expediente até que todas as pendências sejam regularizadas. Por medo de represálias, eles preferem não se identificar, mas garantem que os prejuízos são grandes. "Tem gente passando muita dificuldade, sem receber, com duas, três férias vencidas", disse um dos operários.


A situação, afirma a gerente da Simasul Meiriely Gonçalves, é reflexo da crise econômica instaurada em todo o país. Em razão da recessão, surgiu no  momento em que a empresa não tinha mais condições de bancar com a folha salarial avaliada em aproximadamente R$ 300 mil. Chegou a dar férias coletivas e cessar as atividades, mas não pagou os vencimentos.


Ontem, após vários debates, a empresa sugeriu, durante o acordo, o pagamento imediato de um salário integral para cada um dos funcionários e pagamentos parcelados a cada 15 dias, a fim de organizar a condição em médio prazo. Ou seja, após o pagamento deste salário, os operários deveriam voltar ao trabalho, mas não o fizeram, alegando que houve descontos injustos em função dos dias parados, supostamente citados como falta.


A gerente alega que a empresa não tem condições, no momento, de pagar tudo, mas que vê o cenário melhorando nos próximos dias, entretanto, sugere que é preciso retomar as atividades de exploração do ferro-gusa, caso contrário não será possível cumprir o acordo. "A empresa precisa de comércio, precisa de gerar receita para poder pagá-los. Se não houver produção, não terá como pagá-los".

 

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