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13 de novembro de 2018
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ESPECIAL

'Paraíba' supera dificuldades do passado e, com ajuda de nova patroa, muda de vida

Ele, que vivia como catador de material reciclável e dormia em um barraco de lona, ganhou oportunidade para trabalhar como garçom e até um teto para se abrigar

6 DEZ 2017 - 06h00min
Schimene Weber

O trabalhador Gerson Francisco de Lima, conhecido em Aquidauana por 'Paraíba', ganhou uma nova oportunidade na vida. Ele, que vivia como catador de material reciclável e dormia em um barraco de lona, ganhou uma oportunidade para trabalhar como garçom e até um teto para se abrigar.

Em entrevista exclusiva ao jornal O Pantaneiro, ele conta que sobrevivia com pouca coisa. "Eu vendia papelão e algumas outras coisas no vendia no ferro velho para sobreviver. Saía 06h e chegava às 23h, com o carrinho cheio. O carrinho era do meu patrão, Ernesto, que me ajudou muito quando eu cheguei em Aquidauana", disse.

O ex morador de rua também conta que, quando estava chovendo e ele não estava perto do seu barraco de lona, precisava correr e procurar um lugar para se abrigar, além do fato de que, constantemente, passava fome. "Quando chovia muito, eu procurava uma varanda na rua, pegava o carrinho, entrava nele e o enchia de papelão, para a chuva não bater. Aí, quando sentia fome, saía pedindo na rua, em alguns restaurantes. Tinha gente que chegava e perguntava se eu queria comer e me pagava alguma coisa", explicou.

Tudo isso ficou no passado quando ele conheceu a mulher que é sua patroa, a quem ele carinhosamente chama de Rutinha. "Hoje em dia as coisas mudaram. Eu arrumei uma pessoa que é muito querida, que eu amo muito, que é minha patroa. Ela me deu tudo. Agora eu tenho casa para morar, eu tenho uma cozinha para ter comida. Ela me deixou morar aqui, eu cuido das coisas dela e eu trabalho para ela também, como garçom, já que ela tem um buffet. Ela me apoia e me dá tudo. Eu tenho certeza que ela me ama de coração", finalizou, emocionado.

Maio de 2017

No início deste ano, o jornal O Pantaneiro conheceu o 'Paraíba' através de uma matéria sobre lixo acumulado em áreas públicas.

Na época, ele revelou que a situação do local se agravava muito com o que acabava sendo descartado pelos próprios moradores da região, na rua Coronel Nelson Felício dos Santos, na esquina da Rua Sete de Setembro. “Tem gente que vem aqui e joga cachorro morto”, revela Paraíba, que ainda reclamou das constantes queimadas. “Eu cato o papelão, mas não posso mais deixar passar a noite aqui porque corro o risco de chegar e estar tudo queimado. Aqui não pode jogar lixo, porque é proibido”, frisou o catador, na oportunidade. 

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