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23 de Junho de 2017
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Aquidauana

Projeto de zootecnia pode salvar égua abandonada em Aquidauana

O objetivo é garantir que os animais, principalmente àqueles usados por carroceiros, tenham qualidade de vida e não sejam abandonados

31 MAR 2017 - 14h33min
Da Redação

Projeto a ser desenvolvido pela veterinária Carolina da Silva Barbosa, professora do curso de Zootecnia da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (Uems), pretende dar amparo a equídeos vítimas de maus-tratos em Aquidauana. 


O objetivo é garantir que os animais, principalmente àqueles usados por carroceiros, tenham qualidade de vida e não sejam abandonados, assim como a égua que foi flagrada vagando há dias pelo Bairro Alto.


Segundo Carolina, a ideia surgiu depois que a universidade recebeu diversas denúncias de cavalos sendo alvos de violência por parte de seus responsáveis. "Alguns chegaram a ser mortos a pauladas por se recusarem a carregar peso em excesso, mesmo apresentando sequer capacidade de andar de tanto cansaço", disse.


As ações devem se estender também à égua Guerreira, que, sozinha, sobrevive se alimentando de lixo pelas ruas da cidade. Ela pode ser resgatada e adotada, sendo destinada a um local adequado para recuperação. O atual dono, se é que ele existe, ainda está desconhecido. Caso seja identificado, pode ser responsabilizado judicialmente.

Projeto

 O escopo do projeto prevê levantamento e cadastro de todos os equídeos usados por carroceiros da cidade. Os animais serão submetidos à análise das condições de saúde, alimentação e bem-estar, num primeiro momento. Em seguida, os técnicos podem submetê-los a exames e tratamentos de doenças comuns, como vermes, além disso, também haverá orientações e capacitação com os carroceiros.

"O animal não tem autonomia para rejeitar tudo o que o homem lhe impõe, por isso, alguns são mortos de forma cruel". Também não é descartado resgate, se houver necessidade.


De acordo com a professora, a comunidade está revoltado com casos recorrentes de violência contra equídeos registrados na cidade e, por este motivo, tem promovido denúncias e recusado contratar fretes por carroceiros, como forma de preservar os animais.

"A sociedade não aceita mais este tipo de maus-tratos. Claro que há trabalhadores que respeitam seus animais, por isso, pretendemos criar dentro do projeto um cartão de 'Amigo do Cavalo', que credencia o carroceiro, mostrando que ele cuida do bicho", pontuou.

Validação


A proposta está em fase de desenvolvimento e conta com a participação de pelo menos 20 pessoas, incluindo técnicos, professores e alunos. Ainda é preciso a validação por meio do repasse de bolsa, para manutenção das atividades, e autorização legal do município e de órgãos competentes.

"A gente não pode sair por aí cadastrando animal sem autorização, é preciso respaldo legal, e é nisso que temos trabalhado neste momento. Queremos garantia, até mesmo para apontar aquelas pessoas que são irresponsáveis e não cuidam dos animais".

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