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16 de Dezembro de 2017
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Problema social

Usuários ao redor da rodoviária incomodam comerciantes, mas querem ajuda

Prefeitura alega tomar medidas assistencialistas, mas depende da aceitação dessas pessoas

11 OUT 2017 - 09h30min
Da Redação

As imediações do terminal rodoviário de Aquidauana está tomada por pessoas em situação de vulnerabilidade social como usuários, alcoólatras e desabrigados que precisam de amparo. Desempregados, estes indivíduos passam o dia pedindo esmolas, situação que incomoda comerciantes da região. Alguns alegam prejuízo e querem que a área seja desocupada. A prefeitura, por sua vez, alega estar tomando medidas para tratar a situação.


Mulher que prefere ser identificada apenas como Vânia, 33 anos, disse que acabou parando na rua por conta de relacionamento ruim com os pais. A condição fez com que ela perdesse a guarda dos filhos, deixando-a ainda mais fragilizada. Ela contou que não admite passar o dia nas ruas e que gostaria que a prefeitura tomasse alguma atitude e lhe oferecesse oportunidades.


 "Tenho muita saudade dos meus filhos", disse à reportagem."O pessoal da igreja ainda vem aqui e traz marmitas para a gente [Lar Betânia], mas a prefeitura que é bom, nada. A gente é proibida até de ficar na rodoviária. Se chove, temos que ficar na chuva. Tratam a gente como cachorro. É desumano e por isso eu aceitaria qualquer tipo de ajuda", disse.


Há 20 anos na rua, Joeli, 42 anos, se orgulha em dizer que sabe realizar diversas tarefas como campeiro, auxiliar de serviços gerais e até mesmo como cozinheiro de comitiva. Apesar dos vícios, se considera sujeito trabalhador à espera de uma chance para recolocar a vida nos trilhos. "A situação é difícil, mas se eu arrumar um emprego eu largo dessa vida", declarou o homem que alega ter nascido no mesmo dia que o prefeito Odilon Ribeiro. "Ele me conhece".

Reclamações


Sem querer causar polêmica, comerciante de 40 anos dono de um restaurante das imediações reconhece a dificuldade das pessoas, mas reclama que o comportamento delas afasta a clientela. "Se uma pessoa vem comer aqui, eles chegam e já começam a incomodar, pedindo dinheiro. Já fiz fotos, vídeos e vou postar no Facebook e marcar o prefeito, para ver se ele faz alguma coisa", pontuou o homem, dizendo que o ideal seria se essas pessoas fossem embora.


Por sua vez, Carlos Vaz, 57 anos, dono de uma açougue, garante que perdeu clientes por medo dos usuários. "A clientela costumava mandar muitas crianças para comprar aqui, até mesmo senhoras de mais idade, mas elas já não vêm mais por medo. Por mais inofensivo que estes usuários pareçam, as pessoas ainda têm medo. Já procurei o Ministério Público, a Prefeitura, a Polícia Civil e a Polícia Militar, mas nada foi feito".


 A Prefeitura


O secretário municipal de assistência social Marcos Ferreira Chaves de Castro, afirma que o município tem realizado diversas ações em torno da rodoviária. Até cadastro de pessoas que circulam ali já foi feito. A maioria delas são moradores em Aquidauana que têm residência e família, mas que optam por passar o dia no local usando drogas e ingerindo bebidas alcoólicas, criando problemas para outras pessoas.


"Já oferecemos assistência, como por meio do convênio com o Lar Betânia, procurando aqueles que querem ser acolhidos, mas eles se negam a receber atendimento. Ali só tem duas pessoas que não são de Aquidauana e oferecemos passagem e até condução para voltar para a casa, mas não aceitam. Nossa política é atender pessoas em situação de vulnerabilidade e ajudá-las a sair, por isso, os trabalhos vão continuar".

Bebidas alcoólicas e drogas são presença marcante no local.
Bebidas alcoólicas e drogas são presença marcante no local. / Luiz Guido Jr.
Bebidas alcoólicas e drogas são presença marcante no local.

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