O Pantaneiro

quarta, 21 de dezembro de 2011

Assim foi... 2011!

Chega ao final do ano,
Momento de repensar o jeito...
De fazer um balanço...
Do programado e do feito.
É tempo de reflexão!
Até de rever conceitos.
 
Ao final de mais um ano,
Vários fatos a registrar.
Na ordem cronológica,
Como costumo mostrar.
Apenas relato...
Para não desvirtuar.
 
São fatos alegres e tristes,
Porém, todos acontecidos.
Simplesmente registrei...
Para não serem esquecidos.
Agradeço ao Grande Arquiteto...
Por mais um ano vencido.
 
Obrigado, ao Divino!
Pelo dom de rimar.
Costumo adornar o fato,
Para às vezes... Suavizar.
Assim, cumpro a missão... 
Sou “Poeta Popular!”
 
Através da poesia,
Levo a informação.
Momentos de entretenimento,
Também de reflexão. 
Registro que... Vira história!
Para próxima... Geração.
 
Finalizo esta obra,
Com uma indagação.
Pois, o planeta está...
Passando por mutação.
Tudo na vida é...
Via de duas mãos!
 
Tudo que vai volta,
Isto é fato, consumado!
O que destruímos ontem...
Hoje temos o resultado:
Aquecimento global... 
Rios nus, assoreados.
 
Viver em nosso planeta,
Está ficando insalubre.
Terra seca esturricada.
Céu limpo, sem nuvem.
Para que haja reversão... 
Só mudando de atitude!
 
Problemas respiratórios,
Assola a população.
As crianças e idosos...
Maiores vítimas... São!
De... Câncer de pele,
Diarréia e... Doença do pulmão.
 
As estradas Pantaneiras,
Antes... Palmilhada por peão.
Que tangia a boiada,
Pra fugir da inundação.
Hoje transporta a floresta,
Em pelotas de carvão!
 
As matas ciliares, 
Que protegia o banhado.
Esconderijo de bichos,
Também refúgio do gado.
Foi sucumbida pelos fornos... 
...Ouro negro, granulado.
 
Os órgãos fiscalizadores,
O que tem a dizer?
Pois, assistem a tudo!
Nada faz pra suspender...
Fauna e flora Pantaneira,
Tende a desaparecer.
 
Safári no Pantanal,
Virou filme de TV,
Pele de animais silvestres...
Nas salas pôde se vê.
Pôr coleiras em animais...
Afinal, serve pra quê?
 
Pra facilitar as coisas...
Melhor ser localizado?
Para virar presa fácil,
Desse bando desalmado?
Já dizia Raul Seixas:
“Tá tudo errado!!”
 
O Safári Pantaneiro...
“Grão de areia no oceano.”
O mais grave continua...
As matas, carvão virando.
Pergunto às autoridades:
Vão permitir até quando?
 
Se tiver uma resposta...
“Favor avisar!”
Pois, transformarei em versos...
Para... A boa nova propagar!
Esta é minha missão:
Sou “Poeta Popular!”
 
Esperamos solução, 
Aos problemas enumerados.
Que o Pantanal volte a ser...
Lugar de bicho e gado.
E do Homem Pantaneiro
Este herói... Desrespeitado!
 
A maior Planície do mundo,
Volte a ser referência.
De paraíso ecológico,
Exemplo de convivência!
Entre animais e homens...
Tenha a... Santa Paciência!
 
Oxalá, que meus reclames,
Tenha eco, seja ouvido!
Pelas autoridades...
Volte a ser protegido.
Para que a criança tenha...
Um futuro garantido.
 
Não fique apenas em sonho,
Palavras soltas ao vento.
Que a fauna Pantaneira...
Volte aos grandes momentos!
Sobreviva ao binômio...
Preservação & desenvolvimento!
 
A atual realidade,
É possível ainda mudar?
Sou aliado da floresta...
Da onça, do porco, do tamanduá...
Do homem Pantaneiro...
Patrimônio do lugar!
Compartilhe: Orkut

Sobre o colunista

Valdemir Gomes

Valdemir Gomes dos Santos nasceu no dia 14 de outubro de 59. Reside em Anastácio e é funcionário público federal - Agente de Saúde Pública. É Licenciado em Letras, com Habilitação em Literatura Brasileira pela UFMS. Iniciou em 1973 a escrever suas...

Leia mais
Parceiros Advocacia e Assessoria Jurídica Lise Jones - Cerimonial YouZoom Soluções Web Coeso Eletrificação Rural Vivid Estudio Fotográfico AT Informática