A origem do nome Piraputanga, segundo narrativas de alguns antigos moradores do distrito, se deu em razão de uma conversa entre o Marechal Rondon e seu “imediato”, no final de mais um dia exaustivo de trabalho, por ocasião da construção da linha telegráfica Cuiabá/Corumbá. Breves narrativas de alguns “estoriadores” sobre o Distrito de Piraputanga, afirmam que Rondon ao ser interpelado pelo seu “Oficial imediato”, que preocupado com a segurança do grupo, lhe fez a seguinte pergunta, “Chefe! Onde vamos acampar com segurança nos próximos dias, já que há vestígios de índios nessa região?” E Rondon, após meditar por alguns segundos, determina; “Vamos retornar às margens do rio entre as serras das piraputangas para o pernoite, guarnecendo ambas as entradas”. Na noite anterior Rondon e seus homens haviam acampados nesse local (hoje pesqueiro do Dinho), e quando da pesca de subsistência de sua equipe, constataram grandes cardumes de piraputanga. Hoje não é difícil acreditar nesses relatos, basta fazer um passeio no local que vamos deparar com dois paredões de serras (um mini canyon) de aproximadamente de2 mil metros de comprimento de uma ponta a outra. Até a bem pouco tempo, havia grandes cardumes de peixes da espécie piraputanga nesse trecho do Rio Aquidauana.
Localizado às margens do Rio Aquidauana, entornado pelas Serras de Maracaju, o Distrito de Piraputanga, não é só um paraíso dos pescadores locais. Freqüentemente, é visitado por pescadores vindos de diversas partes do país, até do exterior, que se encantam com as belezas esculpidas pela natureza quase intocadas. Muitos atraídos pela beleza cênica do local e outros pelo desafio de fisgar grandes peixes, como o jaú, o pintado, o pacu, o dourado e outros que fazem a alegria dos visitantes, aliada a culinária local à base de peixe que é muito atrativa.
Contemplando o pequeno e antigo povoado e seus entorno ladeados de serras, seja de carro ou mesmo em caminhadas com grupos de amigos, o turista já se sente recompensado. Imagina quando se navega pelo leito do Rio Aquidauana entre as serras onde a paisagem torna-se simplesmente deslumbrante. Além disso, inúmeras aventuras podem ser vividas nas águas do sinuoso leito do rio na região, como quando o barco desvia das diversas barreiras naturais das corredeiras, fazendo verdadeiras manobras de slalom. O cenário é perfeito não só para uma boa pescaria, mas também para contemplar a natureza.
Aliás, bons locais para pescar é o que não faltam no na região. Só para se ter uma idéia, vamos pegar a travessia sobre o rio aquidauana, onde havia a ponte, como referência. Acima da travessia (montante), encontram-se os melhores locais para a pescaria na região onde o turista (pescador amador), pode optar em pescar atracado na embarcação, ou desembarcar em algumas das muitas opções espalhadas em ambas às margens como pesqueiros e pousadas ao longo do rio. Uma boa dica aos turistas é fazer uma boa amizade com moradores do local, muito hospitaleiros, onde com certeza serão convidados para saborear um dourado assado na brasa à moda da casa.
Outro local bom para fisgar bons peixes é abaixo da travessia a (jusante), entre as grandes corredeiras que se estendem até as proximidades da foz do rio dois irmãos. Porém, não podemos deixar de respeitar a distância permitida para a pesca que é de 200 metros a jusante e a montante das corredeiras, além de contratar barqueiros (piloteiros) práticos, já que o leito do rio nesse local é bastante acidentado.
***Dicas de segurança: Passeios de barcos ou travessias em rios, o uso de colete salva-vida é indispensável. Com crianças os cuidados devem ser dobrados.
SGT LÍDIO DE SOUZA NETO