Vem o dealbar do dia e eis que lhe miro a face
E afago seus cabelos inda em desalinho...
E enquanto ele me abraça num terno entrelace
Eu beijo este meu filho, em virginal carinho.
Já menino crescido, semblante vivace,
Ele sabe que a vida é um grande torvelinho.
Ah... Já são dezoito anos... Tudo tão fugace
Vem chegando, qual asas de algum passarinho...
Em nossa interação pai-filho e puro amor,
Sou feliz, agradeço a Deus, em primazia,
Por esta dádiva de cabal resplendor.
E, neste afortunado instante de magia,
Meus olhos, quais janelas de eternal louvor,
Rebrilham... E então juntos dizemos: bom dia!
RUBENIO MARCELO
*(Para meu filho Rômulo - 03/12/2011)