O Pantaneiro

quinta, 25 de agosto de 2011

Gente ... Boi!

A história de um povo,
Depende do seu empenho.
Do valor que dá a luta...
Do poder de organização.
Se vacilar vira massa!
Ou... Mais um na multidão.
 
 
Diz o dito popular:
“Aqui, o sistema é bruto!”
Como um rolo compressor,
Tem político que é astuto.
No povo empurra... Fumo!
Enrola, vira charuto.
 
 
A cada dia a imprensa,
Divulga desentendimentos.
Entre correntes políticas,
Que cheira a excremento.
De repente... Tudo muda!
Passa o barco... Todos dentro!
 
 
Na verdade essas cobras...
Só pensam em se dar bem!
Fazem todos os conchavos,
Para se manter, levar trem...
E o povo.... Serviçal!
Estão pra dizer... Amém!
 
 
Tudo isso acontece,
Por falta de instrução.
Pois um povo instruído,
Tem rumo, tem direção!
Sabe o caminho a seguir,
E repudia a... Ração.
 
 
Os camaleões do poder... 
Tem toda carta na mão.
Sabem usar a isca certa,
Pra ludibriar o povão.
Ao invés de instruir...
Optam por circo e pão!
 
 
E nesse triste contexto,
O eleitor segue votando.
Nos mesmos manipuladores,
Que se julgam soberano.
Faz do poder um curral...
Do povo/gado... O dono!
 
 
A cada pleito vencido,
Coloca o plano em ação.
Os conchavos, os acordos...
Para próxima eleição.
Montam o quebra cabeça,
Põe no (a) CUca do povão!
 
 
E nessa grande gangorra,
Vive o povo, coitado!
Mesmo em tempos de paz...
É tiro pra todo lado.
Se gritar: “pega!... Ladrão!”
Não fica ninguém parado.
 
 
Diria Rui Barbosa:
“Quanta promiscuidade!”
Entre os nossos gestores,
Permeia a deslealdade.
São tantas as arapucas...
Armadas à sociedade.
 
 
O dito quarto poder...
A respeitada Imprensa.
Já perdeu sua função,
É... Um antro de incoerência.
Alguns maus profissionais,
Semeiam a desavença.
 
 
A Serviço de alguns...
Perde a finalidade!
Deturpa o ambiente...
Deforma a sociedade!
Como diria o Gaúcho:
“Bááá!... Thê! Que Barbaridade!”
 
 
 
 
 
Até quando esses caros...
Vão usar tais artifícios?
Aos seus... Todas as benesses!
Ao povo... Os discursos dos comícios.
Em seus pratos... Caviar.
Aos outros restos... Do lixo.
 
 
Para que haja mudança,
Tem que haver mobilidade.
Pois, sair do ostracismo...
É ter... Atitude de verdade.
A solução do problema...
Rumá à UNIVERSIDADE!
 
 
A vida... Grande escola!
Mas... Tem muito analfabeto...
Travestido de parasita,
Que se acha o esperto.
Faz do mundo uma latrina,
Vive espalhando dejetos.
 
 
Sendo a vida, mão dupla...
Via que vai e vem!
É chegado o momento...
De descarrilar o trem!
Ah! Esses malfeitores... 
Seu tributo... Um dia vem!
 
 
O humano é Mau... Diante...
Massacra o seu... Sem piedade.
Para levar vantagem!
Segundo... “Eclesiastes, 12...”
“Vaidade de vaidade,”
Diz o Pregador... “Tudo é vaidade!”
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Sobre o colunista

Valdemir Gomes

Valdemir Gomes dos Santos nasceu no dia 14 de outubro de 59. Reside em Anastácio e é funcionário público federal - Agente de Saúde Pública. É Licenciado em Letras, com Habilitação em Literatura Brasileira pela UFMS. Iniciou em 1973 a escrever suas...

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