O Pantaneiro

terça, 11 de setembro de 2012

Pesquisa

O período eleitoral para a escolha do próximo prefeito de Cuiabá caminha na mais absoluta tranquilidade e paz.
 
A voz das ruas indica, pelas pesquisas, que a fatura será liquidada no primeiro turno.
 
No ar, um clima de cristianização. Para os jovens, cristianização é um termo surgido em 1950 e significa traição.
 
O candidato escolhido para ser cristianizado pretende trazer para os seus palanques, políticos conhecidos nacionalmente, para a difícil missão de transferência de votos.
 
Não acredito nessa história.
 
Um bom ‘caixa dois’ mexe mais na viagem de alguns votos, que figuras carimbadas pelo nada ou pelo que fizerem quando no poder.
 
As Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI) estão aí para avivarem a nossa memória.
 
Se não acontecer nenhum fato relevante, teremos um período eleitoral curto, de poucos recursos investidos.
 
Será uma vitória para a nossa cidade se isso acontecer. Os compromissos serão poucos na formação do novo governo.
 
Quanto mais ampla a tal base de sustentação do governo, pior o tipo de administração.
 
Os exemplos desses últimos dez anos durante muito tempo ainda serão temas para cientistas políticos, estudiosos da nossa política, curiosos, investigar seu reflexo no atraso em que nos encontramos.
 
O futuro prefeito de Cuiabá tem que ser uma pessoa preparada para administrar uma massa falida. Ter sensibilidade social e lutar pelo bem estar da sua população, principalmente dos pobres que não têm mais a quem socorrer.
 
Há trinta anos Cuiabá tinha ainda pequenos problemas possíveis de serem resolvidos. O poder público primou pela ausência, e o resultado foi o surgimento de um poder paralelo, muito mais preparado e disciplinado do que o poder oficial.
 
Refiro-me ao crime organizado com os seus vários departamentos, que vão do tráfico de drogas ao estouro dos caixas eletrônicos.
 
Faço votos para que o escolhido pela vontade popular tenha humildade e talento para transformar esse enorme limão, que é cuidar de Cuiabá, em limonada. 
 
 
Gabriel Novis Neves
Compartilhe: Orkut

Sobre o colunista

Gabriel Novis Neves

Reitor fundador da Universidade Federal de Mato Grosso, é médico em Cuiabá.

Leia mais
Parceiros Vivid Estudio Fotográfico Lise Jones - Cerimonial YouZoom Soluções Web AT Informática Chiquinho Sorvets Coeso Eletrificação Rural