O Pantaneiro

quarta, 19 de outubro de 2011

Pleito...

Está tudo definido:
Não adianta espernear.
Já se sabe quem perde,
E também quem vai ganhar.
Quem chega ao executivo...
E quem vai pra legislar!
 
O famoso troca, troca...
Acaba-se de processar!
Ideologia política...
Ninguém houve nem falar!
Tudo é jogo de interesse...
Eu aqui... Tu vais pra lá!
 
 
As brigas e desavenças,
Os bochichos, as intrigas.
Ficam bastante acirradas...
Até sair a pesquisa.
Com resultado nas mãos...
Vem a troca de camisas!
 
 
Dá “azia em sonrizal,”
Este jogo sorrateiro.
As idéias se dissipam...
Prevalece o dinheiro!
Quem tem a chave do cofre...
Atrai os aventureiros!
 
As siglas de aluguéis,
Viram um conglomerado.
Arrasta multidão!
Os... Morcegos pendurados!
E começam as benesses...
Votos! Sendo barganhados!
 
Aí vêm os marqueteiros...
Com microfone nas mãos.
Pegam os poderosos...
E começam a promoção!
Elogiam o dito cujo...
Dizem... Ser ele a salvação!
 
O dinheiro dos impostos...
Vira água de garoa.
Evapora rapidinho,
Nas mãos de poucas pessoas!
A saúde fica um caos!
Alguns... Leva a vida numa boa!
 
Agora é tempo ...
De fazer reflexão!
Pois, esses pseudo-bonzinhos...
Que dizem ter solução!
Na verdade são raposas... 
Digo, bando de ladrão!
 
A arapuca armada...
O povo sendo cevado.
As instituições sérias...
Também entram na jogada,
Acabam coniventes...
Por permanecerem caladas!
 
E assim o eleitor segue...
Como um boi desgarrado!
Fica um tanto perplexo,
Em meio ao fogo cruzado!
Já dizia Raul Seixas:
“Tá tudo errado!”
 
Era plena ditadura,
Ele não ficou calado!
Ousou pagar o preço...
Para ver algo mudado.
Mas...O modus operandi, hoje...
Está mais sofisticado!
 
Oxalá, que o povo acorde! 
E rompa esse cabresto.
Construa uma nova história,
Dela... Seja o sujeito!
Deixe de ser canoa...
... Escorrendo pelo leito!
 
Faça como a lagarta...
Ao romper... É borboleta!
Fuja das armadilhas,
Dos que ficam na espreita!
Construa um mundo melhor,
Sem copiar tais receitas.
 
A sociedade unida...
Deixa de ser refém!
De políticos sem escrúpulos...
Que pilota esse trem!
Usam as melhores poltronas...
Para os seus... Pra se dá bem!
 
Sejamos grãos de areia!
Que unidos barra o mar.
Ainda recebe o nome... 
De praia, belo lugar!
Políticos profissionais...
Vão pra lá... Pra Bagdá!
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Sobre o colunista

Valdemir Gomes

Valdemir Gomes dos Santos nasceu no dia 14 de outubro de 59. Reside em Anastácio e é funcionário público federal - Agente de Saúde Pública. É Licenciado em Letras, com Habilitação em Literatura Brasileira pela UFMS. Iniciou em 1973 a escrever suas...

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