Marcos Antonio dos Reis Franco*
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Do ponto de vista histórico a narrativa da ressurreição ela não pode ser considerada, por que a ressurreição se acontecer por si mesmo ela acontece fora da historia. Portanto historicamente a ressurreição pode ser abordada do ponto de vista até como uma analise cientifica, enquanto história de ressurreição, isto é, a pergunta seria: Quem a Contou? E Por Que a Contou?
A literatura do primeiro século nos conta que havia muita ressurreição, muitos personagens importantes eram ressuscitado no final da vida. Um pouco como dizer não pode acabar assim, esses personagens de alguma forma eram divinizados. Então esta idéia da ressurreição era bastante comum naquele tempo. Não era uma coisa muita estranha, como poderia ser a crucificação por exemplo.A historia da ressurreição tem uma função muito clara, nós aqui neste momento sairemos um pouco do âmbito do Jesus Histórico, e vamos para o âmbito das primeiras comunidades cristãs.
De alguma forma a impressão que os textos dão, é que, a historia de Jesus, foi tão bonita, foi tão importante, que não poderia acabar assim. Isso do ponto de vista humano mesmo, esse desejo de que não acabe, esse desejo de que, de alguma forma, ele fique presente na historia da igreja, na historia individual de cada um, essa presença forte de um personagem tão importante, que falou coisas tão bonitas, que fez coisas tão poderosas, do ponto de vista humano a ressurreição é isto.
Do ponto de vista da fé das pessoas, entra em outro âmbito, que não me cabe aqui falar neste momento, isto é, a fé na ressurreição, é a fé na verdade, de um personagem histórico que se torna divino, ou que já era divino, ou que era histórico e se tornou divino, este âmbito estritamente da experiência religiosa, e de como as pessoas falam dela.
Uma pergunta que alguém poderia se fazer é: Mas se Jesus não tive ressuscitado?A historia dele seria diferente, é claro que não. E a historia do Cristianismo seria diferente? Não podemos dizer, provavelmente sim, mas de alguma forma, a ressurreição, ela se torna importante ou objetivamente importante, isto é, se não tivesse ressuscitado, toda aquela historia, não teria o final feliz que comprovaria que de fato, Jesus era uma pessoa especial aos olhos de Deus.
Referência Bibliográfica
CORNELLI. GABRIELE. Sábios, Filósofos, Profetas ou Magos? Equivocidade na recepção das figuras de THEIOI ANDRES na literatura helenística: a magia incomoda de Apolônio de Tiana e Jesus de Nazaré. (2001)343f. Tese (Doutorado em Ciências da Religião) UMESP. São Bernardo do Campo.
*Marcos Antonio Dos Reis Franco é Acadêmico do 4º Série do Curso de História da UFMS/CPAQ.