Ao escrever o conhecido Salmo 11, Davi estava na eminência de perder o seu Reino. A economia, a vida militar, os relacionamentos dentro de seu projeto administrativo não estavam bem. No entanto, compreendeu que seu maior refúgio era Deus: “No Senhor me refugio!”.
Esta postura de fé, contudo, não foi fácil. Muitos, companheiros de jornada, o aconselhavam a buscar outras alternativas, inclusive fugir: “Como dizeis, pois, ó minha alma: foge?”. Diante da tentação, Davi reafirma a confiança que tinha na soberania de Deus: “Ora, destruídos os fundamentos, que poderá fazer o justo?”
Se entendermos que “refúgio” é uma expressão usada para falar de um lugar para se chorar, para fugir das ciladas de nossos inimigos – inclusive o diabo – e onde a cura pode ser ministrada, então precisamos acreditar que só Deus pode ser o refúgio ideal, nas horas de tribulação.
Davi teve essa compreensão ao dizer que “Deus é o nosso refúgio, a nossa fortaleza e o nosso socorro bem presente nas horas de tribulação”. Embora Ele tenha o seu trono nos céus, seus olhos estão atentos ao que se passa conosco. E suas pálpebras nos sondam. Que isto nos sirva de alento para as horas difíceis.
Sobre o colunista
Vivaldo da Silva Melo, formado em teologia pelo SPN (Recife) SPS (Campinas) e UNIFIL (Londrina), pós graduado em Ciências da Religião pela UMESP e jornalista atuante em Mato Grosso do Sul e ministro Presbiteriano em Dourados-MS.
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