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25 de Março de 2017
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Águas do Rio Aquidauana: os incômodos das vítimas

Moradores falam dos transtornos causados por um problema nunca enfrentado de forma corajosa pelas autoridades

3 FEV 2017 - 12h11min
VSM para O PANTANEIRO
Aos vinte e cinco minutos desta sexta feira, 03, o jornalista Carlos Cabral, de forma descontraída, observava na sua página do Facebook: ?chove aqui em Akidas?.  E tempo chuvoso, nesta época do ano, na região, sempre é motivo de apreensão.  As águas do Rio Aquidauana, que estabelece limites entre o município homônimo e Anastácio, tem subido lentamente nas últimas horas. Ontem, a régua que mede o seu nível indicava 6.68 metros. Não é o suficiente para gerar pânico,  pois ultrapassou os 8 metros em 2016, mas, encontramos Dona Maria Justina, 52, que assim denominamos por conta de sua hesitação em autorizar o registro de seu nome, agoniada, com o olhar perdido no horizonte de uma tarde escurecida pelas nuvens. ?Já sofri muito com as enchentes, então estou aqui rezando para que este ano seja tranquilo?, diz.

Sem medo de revelar sua angústia nesta época do ano, Bruno, 25, mecânico, morador em Anastácio, proprietário de uma Oficina em Aquidauana, destaca as dificuldades práticas que alguns moradores da região enfrentam quando as águas transbordam ?os níveis das duas pontes? que ligam as duas cidades. ?Temos que encomendar algumas peças em Campo Grande, e geralmente, nesses dias, as coisas se complicam?. Joelma, 55, residente no Bairro Guanandy, aponta para outra situação incômoda gerada pelas enchentes: o mau cheiro. Sem meias palavras observa que ?os moradores do entorno do Rio Aquidauana, em tempos de enchentes, costumam sofrer com o fedor que exala de suas águas?.  Como o pedreiro João Alves, 59, lembra que as águas costumam subir muito rápido.  As vezes num dia é possível transitar pelas imediações, mas no dia seguinte ?só de canoa?.

Casas invadidas, mau cheiro, dificuldade de acesso entre duas cidades onde os moradores de uma as vezes trabalham ou estudam na outra, são incômodos de um problema antigo. Há quem reclame da falta de um enfrentamento corajoso da situação de parte das autoridades.  ?Seo? Geraldo, residente em Anastácio, mora longe do Rio. Contudo, salienta que ao subir das águas sua pressão também sobe. Hipertenso, do tipo que tem empatia pelo próximo, argumenta que não tem como não sofrer ao saber que seus amigos ribeirinhos costumam perder alguns bens, adquiridos com muito custo, nas épocas das enchentes.  Antenado no vai e vem das águas, critica as medidas paliativas tomadas ao longo dos anos.

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