13 de agosto de 2020
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Giovani José da Silva

HISTÓRIAS DE ADMIRAR: A DOENÇA COMO CAMINHO

Giovani José da Silva
19 MAR 2020 - 11h00min

         Caros leitores, não se assustem com o título do texto de nossa coluna nesta semana: trata-se de um “empréstimo” da obra de um psicólogo (Thorwald Dethlefsen) e de um médico (Rüdiger Dahlke), pesquisadores/ cientistas europeus que afirmam não existirem “doenças”, mas uma única doença, ligada inseparavelmente à “imperfeição” humana, e que se revela por meio de diferentes sintomas... Pensei muito na obra dos dois alemães por conta dos acontecimentos em escala global, especialmente das últimas semanas. Sim, estou me referindo ao novo Coronavírus ou Covid-19, cujo agente (SARS-CoV-2) foi descoberto no último dia do ano de 2019, após inúmeros casos registrados, inicialmente, na China e agora disseminados pelo mundo todo. O ano de 2020 não será nada fácil, mas pensemos e reflitamos (ações cerebrais distintas) sobre como nossa sociedade, também em escala global, se encontra enferma e necessita de muitos, muitos cuidados... Naturalizamos tanto as desigualdades que sequer nos perguntamos como farão os que não têm casa com as ordens de... permanecer/ isolar-se em casa! Precisamos, com urgência (pois já passou, e muito, da hora), debater os pressupostos básicos, os paradigmas, as “lendas” que alicerçam nossas relações mútuas e com a natureza. Dahlke, inclusive, em outra obra (Qual a doença do mundo? Os mitos modernos ameaçam nosso futuro, Cultrix, 2011) mostra como insistimos em viver unilateralmente o polo masculino, que a Filosofia chinesa (ah, os chineses...) denomina como princípio Yang. Desse modo, as qualidades femininas arquetípicas, relacionadas ao princípio Yin, tais como a solidariedade, a consciência social/ coletiva, o lazer, o movimento cíclico ou a confiança primordial na sabedoria da Criação, encontram-se às margens de nossas vidas, sendo consideradas inteiramente supérfluas às nossas mentalidades, centradas na competição, na competência e na ação. Não podemos “perder” tempo com nossos “velhos”, por exemplo, pois há outras urgências a clamar por nossa atenção, já tão dispersa e embotada... Contudo, podemos reagir com resignação e apatia a tendências cada vez mais doentias presentes em nosso cotidiano – tão violento e ameaçador, em diferentes níveis e esferas – ou, ao contrário, trabalhar o nosso mundo interior, investigar as origens de nossas “lendas” individualistas, competitivas e hedonistas, alterando as consequências fatais que tais “lendas” causam ao mundo a nossa volta. Como sociedade – capitalista, globalizada, injusta, desigual e excludente – somos os “autores” da Covid-19 e de outras enfermidades que assolam a Humanidade. A vida insalubre em que a maioria de nós se encontra mergulhado – não apenas insalubridade física, mas mental/ emocional, espiritual etc. – e a poluição ambiental que nos sufoca são fatores a serem considerados. Acabo de ouvir na televisão que nossos problemas não se restringem a ter ou não (literalmente) às mãos álcool em gel, mas que todos (eu disse todos) deveriam ter acesso à água potável, à Educação preventiva e a ações profiláticas de higiene. Como é possível que aceitemos, por exemplo, que somente uma minúscula parte da população de Macapá (capital do Amapá, onde moro atualmente) tenha acesso a esgotamento sanitário e à água de boa qualidade, enquanto uma maioria esmagadora não tem como se prevenir ou se cuidar de diversas doenças, dentre elas o Coronavírus? A Covid-19 chega a todos pelo ar (um dos poucos elementos ainda não industrializados de forma massiva) e ataca as vias respiratórias, que segundo os autores de A doença como caminho – uma visão nova da cura como ponto de mutação em que um mal se deixa transformar em bem (Cultrix, 2007) simbolizam, principalmente, os seguintes temas: ritmo (no sentido de “não só/ mas também”), contração/ descontração, receber/ oferecer, contato/ resistência ao contato e liberdade/ restrição. Dessa forma, uma pandemia seria um estado da sociedade que indica que, na sua consciência, não há mais ordem e tampouco harmonia. Essa grave perda do equilíbrio coletivo se manifesta nos corpos como uma doença, que interrompe o fluxo da vida e nos obriga a prestar-lhe atenção, pois há faltas/ ausências a serem compensadas. Com o comprometimento do equilíbrio de nossas forças anímicas interiores, precisamos nos perguntar: afinal, o que nos falta como sociedade?

 

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