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12 de Dezembro de 2017
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Rosildo Barcellos

‘A vida indo pelo esgoto”

Rhobson
14 AGO 2017 - 07h18min

     É imanente da fase florida da adolescência, a verdadeira busca por  experiências novas e sensações  ainda inexploradas. E neste rol aparece a curiosidade pelo uso de drogas, sob todas as formas.Neste particular considero importante a informação aos riscos relacionados ao consumo do álcool e ao uso indiscriminado de drogas ainda que lícitas e de entorpecentes. Embora o Estatuto da Criança e do Adolescente proíba a venda de qualquer tipo de bebida alcoólica para menores de 18 anos; entre os jovens de 12 a 17 anos a taxa de usuários é preocupante, e a de dependentes de álcool é alarmante.

     Ressalte-se atualmente o tema “ análise toxicológica” para verificação do consumo de drogas, até porque  esta  vem sendo utilizada no meio profissional esportivo e no auxílio e acompanhamento da recuperação de usuários em clínicas de tratamento. Há testes disponíveis para a detecção de diversos  tipos de substâncias psicoativas. Não é difícil esta análise posto que as drogas são geralmente metabolizadas pelo fígado e excretadas naturalmente . Portanto, analisar a urina em busca de metabólitos das drogas é um dos métodos para se detectar a presença de seu consumo e mais uma evidência de sua ação.

     A prática demonstra que o período de duração da detectabilidade das drogas varia de acordo com a freqüência e intensidade do uso das mesmas A análise de amostras de urina podem detectar o uso de maconha e de cocaína em períodos mais longos. Já o álcool é metabolizado e eliminado com alguma rapidez e os exames toxicológicos detectam com eficiência o uso recente. No que tange a  cocaína retrata-se que ela é um alcalóide presente nas folhas da coca que funciona como um potente estimulante do sistema nervoso central, mantendo o estado de alerta e euforia. Possui efeito semelhante ao da anfetamina, porém com duração mais curta. A base bioquímica da ação é evidenciada pelo bloqueio quanto a retomada da dopamina pela terminação sináptica, prolongando, portanto, sua ação. O uso não recomendado da cocaína geralmente é feito por aspiração nasal direta ou inalação da fumaça. A intoxicação aguda pode produzir crise convulsiva, arritmia cardíaca, infarto do miocárdio, hipertensão, hipertermia e por vezes morte súbita. A cocaína produz dois metabólitos inativos: a metilesterecgonina e a benzoilecgonina - esta última, o principal produto encontrado na urina. Interessante lembrar que a cocaína deriva da folha do arbusto da “coca” (Erythroxylon Coca) do qual existem variedades como a boliviana (huanaco), a colombiana (novagranatense) ou a peruana (truiilense). A planta  pode ser produtiva por 30 a 40 anos e com 4 a 5 colheitas por ano.

     Urge ressaltar que inicialmente a droga pode transmitir uma falsa e passageira sensação de prazer que gradativamente vai se transformando em dor, sofrimento e infelicidade, de forma é extremamente comum  induzir a  pessoa  a perder a sua dignidade e seu amor próprio. Quando isso acontece, restam como conseqüências freqüentes o encarceramento, vez por outra uma internação em hospital psiquiátrico ou a temida e inexorável morte. Mas todo cuidado é pouco; pois as drogas estão praticamente batendo a nossa porta, um estudo recentemente publicado e que iniciou em 2016, com dados coletados no  Distrito Federal, resultou em saber, que com as devidas projeções, o consumo de cocaína naquela localidade anualmente é próximo de 700 kg. Essa informação foi possível a partir da análise da benzoilecgonina que é secretada pelo organismo dos usuários. Na verdade, uma considerável parcela da cocaína que entra no organismo se transforma ou é convertida na substância sobredita  e a análise foi feita medindo a concentração dela, no esgoto. É pra se pensar, em qual seria o resultado deste estudo na nossa Aquidauana ?

 *Articulista 

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