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Ruben Figueiró de Oliveira

Síndrome dos AMBA

Ruben Figueiró de Oliveira O sociólogo e ex-presidente Fernando Henrique Cardoso,em recente artigo publicado pela imprensa nacional, diz que os AMBA, tribo lá dos grotões de Uganda, na África, acreditam que os males que acossam as pessoas vêm dos...

dothCom Consultoria Digital
6 JUN 2011 - 00h00min

Ruben Figueiró de Oliveira

O sociólogo e ex-presidente Fernando Henrique Cardoso,em recente artigo publicado pela imprensa nacional, diz que os AMBA, tribo lá dos grotões de Uganda, na África, acreditam que os males que acossam as pessoas vêm dos "bruxos". Segundo ele, FHC, aqueles aborígenes para contra-atacar e afastar a bruxaria no seu efeito maligno, avaliam que não origina tão somente das tribos inimigas como também de seus irmãos clânicos . Assim, todos, incontroversamente de raça ou etnia, desconfiam de todos.

A observação do eminente sociólogo foi em razão das disputas acirradas entre partidos políticos e, dentro deles, de companheiros versus companheiros, pela liderança. Há portanto, em nossa cultura ocidentalizada, um quisto de origem tribal que chega a nos assemelhar aos AMBA. A constação de FHC, foi, en passant, para enforcar o assunto principal do seu artigo, atual, empolgante e extremamente preocupante, ou seja, a questão do meio ambiente, dramatizada com a recente publicação pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), realizando em Paris, França, onde posições antagônicas - Estados Unidos e União Européia - de uma mesma raça e cor dominante se defrontaram enfeitiçadas pela síndrome AMBA.

Não tenho capacidade para dar enfoque à questão do meio ambiente, embora, como qualquer cidadão, estou cada dia mais preocupado com uma possível hecatombe climática que atingiria o nosso planeta, a humanidade num futuro não longínquo. Tomei a tese do ex-presidente como um gancho da discorrer sobre fatos políticos correlacionados com a síndrome AMBA que atinge significativamente os homens públicos tanto a nível nacional como regional. Lá em Brasília, a "bruxaria" anda solta; depois da "degola" do deputado Aldo Rebelo agora puxou-se o tapete levando estrepitosamente ao chão o hércules gaúcho Nelson Jobim por obra de seu amigo de conveniência, o presidente Lula. Bem feito. Para ganhar as graças do Lula - o mesmo objetivo maquiavélico de servir ao príncipe, bajulou Ulisses Guimarães para projetar-se na Constituição de 88 e foi servil também a Fernando Henrique para ser ministro da Justiça e do Supremo Tribunal Federal - Jobim rasgou as vestes de Themis, que deveriam se manter impolutas, para fazer "os gostos"do presidente atual. Creio, todos lembram do empenho do então ministro para que o STF considerasse constitucional a taxação de 11% sobre os proventos dos aposentados e pensionistas que, agora, após contribuir quando na ativa na certeza de uma velhice tranqüila, estão pagando "o pato" pelos desatinos na previdência social. Como o dito popular "Deus tarda, mas não falha", Jobim caiu de seu "pingo" e, aposentado, deve estar amargando também os 11%, um corte cérceo em sua adiposa aposentadoria!

Isto lá. Cá, em nosso Mato Grosso do Sul, a síndrome dos AMBA também grassa como o vento minuano que prenuncia tempestade de um inverno forte e inclemente. Observe-se a luta intestina no abdomem do PT. Nele, lombrigas de diferentes matizes ideológicas e pragmáticas disputam para deglutir as proteínas (o poder que resta lá do governo central), os fermentos gasosos (delubiano, sanguessuga , valeriano) e todas as demais substâncias energéticas ou tóxicas ingeridas em oito anos de controvertido governo estadual, ao seu insaciável metabolismo político. São os feiticeiros, cuja magia vermelha quer distante, defenestrando o senador Delcídio que Lula, teima, pela sobrevivência nas vísceras músculomembrosas do PT.

Mas tal acontece não só na tribo do PT. Na coligação governista, ou melhor, no dominante PMDB, a feitiçaria também anda solta. Mandigas p'ra lá, mandigas p'ra cá, as intestinas disputas já se prenunciam como aquilo que, no reino animal (irracional), se considera a "liderança do território". Prova-o a luta a nível nacional, Michel Temer versus os senadores Renan Calheiros e José Sarney. A nível estadual, a recente luta pela presidência da importante Comissão de Constituição e Justiça da Assembléia Legislativa. Para um olhar incauto, simplório, apenas uma luta parlamentar entre dois talentosos e atuantes jovens deputados em busca de uma claridade maior.Para os olhos mais experimentados no campo da política regional, tal entrevero vislumbra os primeiros passos de uma tomada de posição entre duas correntes cujos interesses estratégicos não são coincidentes no horizonte.Não é de se estranhar, é efeito da própria natureza da política, do político militante - a supremacia do território!...

*Foi deputado Estadual, federal, secretário de Estado, conselheiro do Tribunal de Contas. É senador suplente.

 

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