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09 de dezembro de 2019
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Ruben Figueiró de Oliveira

Um Brasil no Texas

"Não sei se já contei aqui, faz algum tempo . Há quem não leu ou não se lembra, de maneira que acho que posso contar de novo." Assim, João Ubaldo Ribeiro, iniciava uma de suas crônicas cujo assunto julgava repetitivo. Perdoe-me, se também ouso usar o...

dothCom Consultoria Digital
6 JUN 2011 - 00h00min

"Não sei se já contei aqui, faz algum tempo . Há quem não leu ou não se lembra, de maneira que acho que posso contar de novo."

Assim, João Ubaldo Ribeiro, iniciava uma de suas crônicas cujo assunto julgava repetitivo. Perdoe-me, se também ouso usar o mesmo cachimbo.

Daí, com este artigo, concluo minhas impressões, curiosidades, melhor expressando sobre o modo de vida do cidadão americano no estado do Texas, como também algumas facetas da legislação que dizem de perto às responsabilidade do cidadão perante o Estado. Tanto no tocante ao modo de vida, como do respeito às leis, há muitas semelhanças e contrastes entre o que lá constatei e daquilo que vivemos e sofremos em nosso Brasil.

Na temporada que passei em Houston, com o passar dos dias, fui aguçando minha atenção, abrindo os olhos para inusitados aspectos daquela megalópole de mais de hispano-americanos do que os da guerra, eis que a miscigenação de nacionalidades aumenta pelo encanto "de polens destas terras para a formação de colméias de latinos, segundo um cronista local," inclusive de brasileiros, lá estimados em mais de cinco mil, segundo nosso Consulado.

Percebe-se a importância da mão-de-obra hispânica nos serviços exigentes de força manual, tais nas construções, conservação de vias públicas, jardinagem (levada com muito apreço), serviços domésticos, etc, para os quais há razoável remuneração salarial - em torno de U$300,00, semanais. Se há especialização, o salário cresce a valores expressivos. Para quem deseja trabalhar, além da escala de oito horas diárias e em diferentes locais, não há impedimento inclusive em domingos e feriados, o "batente" depende da disposição do trabalhador, eis que a legislação trabalhista é flexível e, até mesmo, tolerante, embora enérgica no combate a exploração do trabalhador quando aos seus direitos individuais.

Notei que os feriados, tanto nacionais, como do estado do Texas não são muitos, isso se compararmos com o número dos nossos no Brasil - lá, parece-me que de cinco a sete: dentre os quais o Memorial a Martin Luther King, em maio , o Independence Day, em julho; o Labor Day, em setembro; e o Thanks Given, em novembro, além dos consagrados dos dias do Natal e do Ano Novo. Estes o que me ocorrem lembrar.

Em Houston, e nas cidades coligadas a ela - West University, Suggar Lane, dentre outras - há um sistema de transporte coletivo urbano por ônibus confortabilíssimos, todos com ar- condicionado e sua utilização intermediária entre os locais de trabalho e os terminais, pontos de estacionamentos de veículos, onde os usuários residentes nas áreas periféricas mudam de sistema de transporte, evitando-se, ao máximo, os problemas de congestionamento, que, lá também ocorre eventualmente. É impressionante o número de pessoas que possuem carros, vai do rico empresário aos trabalhadores de menor poder aquisitivo, que compram por "preço de banana", por assim dizer, veículos com três a cinco anos de uso pelo primeiro dono.Também pudera a indústria automobilística americana desova no mercado interior, todo ano, ao redor de 20 milhões de unidades novas acrescidas de um inflacionário número de importadas, em torno de 30% da produção nacional! Outro atrativo são os preços, vez que os impostos agregados não se assemelham aos pantagruélicos de nosso país.

Há costumes familiares inusitados para nós, brasileiros, e que, por tristes, tocam nossos sentimentos cristãos. Fazendo cooper diário pelas ruas próximas à residência que me hospedara, impressionei-me ao ver moldado sobre o gramado de um jardim residencial e a beira de calçada (não há muros ao redor das residências) uma cruz formada de flores em torno brinquedos diversos. Impressionado, disseram-me que aquele ornamento simbolizava homenagem póstuma a uma criança falecida, e que lá residia, homenagem prestada por parentes e de vizinhos! Percebemos , então, quão diferentes podem ser as manifestações de sentimentos e culturas entre diversos povos.

Pela atual legislação americana do imposto sobre a renda - pelo menos a vigentes no Texas ao que depreendi respeitada a coluna vertebral da legislação federal, - cada estado da união pode dar a sua "pitada," assim todas as taxas que o contribuinte paga pelas compras que faz, de bens duráveis à coca-cola, são deduzidas posteriormente quando a declaração anual para efeito de imposto a pagar. Nada mais justo. Os nossos legisladores poderiam pensar em medida idêntica, naturalmente para o "desespero" dos leões das receitas oficiais... Creio, seria, por outro lado um instrumento eficiente não só para diminuir a carga tributária sobre o esquálido contribuinte, para combater a sonegação, pois todo consumidor teria interesse de exigir do comerciante, prestador de serviço, o recibo de compra, prestação, etc, conservá-lo, para seu crédito das declarações do imposto de renda.

No mais, constatei muitos contrastes e também muitas semelhanças entre os sistemas de vida, nossos e dos americanos, a destacar as expressões de respeito às pessoas, quando isto se deseja ou a educação manda. Como aqui no Brasil.

*Foi deputado Estadual, federal, secretário de Estado, conselheiro do Tribunal de Contas. É senador suplente

 

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