A história, Temer e as leis

29/10/2018 16:23:00


Ontem, às vésperas do Brasil mostrar ao mundo que não é o dinheiro gasto em Campanhas Publicitárias que ganha uma eleição, Michel Temer, presidente interino deste nosso pais, escreveu um editorial histórico no “Estado de São Paulo”. Ele disse;

"A oposição não deve discordar de absolutamente tudo porque muitas vezes os atos não são de governo, mas de Estado. Ou seja: têm razões superiores ao momento do governo e destinam-se ao futuro, quando outra tese partidária poderá estar exercendo o governo. Esse é, a meu ver, o conceito jurídico de situação e oposição. É o que decorre da leitura atenta da Constituição Federal, que manda a maioria governar respeitando direitos da minoria. Não é isso que tem ocorrido no nosso país. O conceito que se utiliza é político, ou seja, se alguém perdeu a eleição, o seu objetivo é contestar todos os atos praticados pelos vencedores, ainda que sejam úteis para a população.”
Apesar de não concordar com muito dos seus atos, concordo com esta sua opinião. Não foi isso que vimos ocorrer ao longo de nossa história democrática recente: nos meus 43 anos de vida eu vi “resquícios" de uma luta feroz daqueles que viveram um período que se chamou de “Ditadura Militar”. E durante muito tempo não vi a “direita” personalizada em nomes de políticos…
Mas vi oposições furiosas, vi críticas destruidoras e vi Lula na presidência após muitas tentativas… Vi também mortes e denúncias de corrupção… Vi o julgamento e a prisão deste mesmo personagem e o maior envolvimento popular em uma campanha eleitoral desta minha breve passagem por este planeta…
O que será que verei daqui para frente? Verei uma nova oposição encardida e irracional negar qualquer iniciativa do novo governo? Ou verei uma discussão equilibrada e racional, cada qual com seu olhar, expurgando seus erros do passado e ditando leis que “impulsionem” o futuro?
O Brasileiro é um sujeito cordial. Vive em um país com um clima cordial e não precisa de uma guerra aonde a cordialidade, a racionalidade e a verdade são as primeiras faculdades que morrem. Precisamos de um governo democrático e constitucional que  inclua todos tanto quanto precisamos de uma oposição - igualmente democrática e constitucional - que aponte e critique aquilo que estiver errado mas que proponha e aperfeiçoe aquilo que estiver no rumo certo. E assim melhorarão as leis. E assim governarão para o pais e, principalmente, para o povo.
É hora de mudarmos o paradigma político neste pais. Mais que critica destrutiva de uma oposição (que já foi governo), precisamos de uma oposição ativa, proponente de alternativas legais e, principalmente, comprometidas com a base, o povo cordial deste país! Precisamos de uma oposição que se reflita aonde errou e se reconcilie com o povo da mesma forma que a direita assim o fez: e venceu estas eleições!
O período de eleições terminou mas os problemas estruturais do Brasil continuam! Precisamos de boas leis, de infraestrutura, de politicas sociais que não somente incluam o indivíduo mas também tornam possível sua emancipação, precisamos de educação e saúde de qualidade. Temos clima e um povo atento ao que virá em seguida...


dothCom Consultoria Digital - Alessandro Arruda