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Cultura

Poeta do ?nada?, Manoel de Barros é empossado na Academia Sul-mato-grossense de Letras

Título foi conferido por votação unânime da ASL.

2 JUL 2013 - 07h30min
redação
De tanto escrever sobre o nada e falar sobre pré-coisas, o poeta pantaneiro Manoel de Barros foi eleito como Acadêmico Honorário da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras. O título lhe foi conferido por votação unânime da ASL, que é a mais alta e representativa entidade literária do Estado. A posse aconteceu na tarde da última terça-feira (25/06).
 
Na ocasião, o poeta recebeu ? da Diretoria da Academia ? o Diploma e o tradicional Colar Acadêmico. O memorável ato acadêmico, que ocorreu em visita solene à residência de Manoel de Barros, foi prestigiado por familiares e vários imortais da ASL.
 
Os acadêmicos Abílio de Barros, Henrique de Medeiros, Rubenio Marcelo e Reginaldo Alves de Araújo usaram a palavra enfatizando a láurea outorgada e a representatividade da cerimônia. Henrique de Medeiros e Rubenio Marcelo saudaram em rápidas palavras o novo acadêmico, destacando as qualidades já por demais conhecidas do homenageado e a relevância do ato para a Academia e para a literatura estadual. 
 
O presidente da ASL, Reginaldo Alves de Araújo, efetivou o feito, diplomando e também saudando o agora imortal (pela ASL) Manoel de Barros, que, visivelmente feliz, agradeceu a todos pela Cadeira de Honra que passa a ostentar.
 
O poeta
 
Nascido em Cuiabá/MT (em 19 de dezembro de 1916), autor de inúmeras obras poéticas e detentor de importantes premiações culturais (dentre as quais, dois Prêmios Jabutis: 1989 e 2002) e incontáveis homenagens, Manoel de Barros começou a publicar seus livros de poemas em 1937. Sua obra tem sido objeto de teses, ensaios, filmes, peças de teatro e vídeos. 
 
Falando sobre o poeta, a escritora e acadêmica Maria da Glória Sá Rosa disse que ?definições de poesia existem inúmeras. Nenhuma tão apropriada, tão definitiva como ?poesia é voar fora da asa?, com que Manoel de Barros nos brinda em ?O Livro das ignorãças?, publicado em 1993. Até hoje não me lembro de alguém que tenha condensado de forma tão perfeita o mistério, o encantamento, as ilimitadas possibilidades do fazer poético em frase tão reduzida. Principalmente a liberdade de criar e tornar infinitas as coisas mais insignificantes e perecíveis?.
 

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