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16 de Agosto de 2017
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Economia

A importância de manter uma reserva financeira de emergência e de se adaptar

15 MAI 2017 - 07h29min
Rhobson

instabilidade da economia brasileira, especialmente nos últimos anos, tem gerado dúvidas sobre o que fazer e quanto poupar para eventuais emergências em tempos de crise acentuada. Existem diversas situações financeiras nas quais uma pessoa pode se encontrar, entretanto, para todas elas a forma de adquirir estabilidade e segurança será muito parecida. 

É indispensável planejar um orçamento com um objetivo claramente definido – de acordo com o que se tem disponível –  e fundamental montar uma reserva de emergência para imprevistos que impeça que a situação piore ou retorne ao ponto de partida.

Entretanto, na hora de realmente colocar os valores no papel – ou melhor ainda, em uma planilha no computador que possibilite maior controle – é muito comum surgirem dúvidas sobre quanto da renda fixa é necessário separar para períodos de emergência.

Leando Ávila, economista responsável pelo "Clube dos Poupadores", site mais visitado de educação financeira do país, oferece uma resposta simples: “A sua reserva de emergência deve ser suficiente para manter o seu padrão de vida por no mínimo 6 meses. O ideal seria construir uma reserva para pagar todas as suas contas por até 1 ano. Se você tem uma despesa mensal de R$ 1.000,00 a sua reserva deveria ser entre R$ 6 mil e R$ 12 mil.”

Para formar esta reserva, que a princípio pode parecer inalcançável, só existem duas maneiras: gastar menos do que se ganha ou ganhar mais do que se gasta. É como fazer um regime gastando mais calorias do que se consome. O princípio é o mesmo – a dificuldade, também.

Independentemente da situação econômica em que a pessoa se encontra a melhor coisa a se fazer sempre é cortar gastos e para conseguir fazer isto será preciso mudar de comportamento.

Todos sabem como mudanças são difíceis, principalmente quando os hábitos ruins se desenvolveram durante muito tempo. E é exatamente por isto que Tim Harford, economista autor do livro best-seller "Adapte-Se", recomenda que, para maximizar a chance de sucesso, toda mudança, não importa seu tamanho, deva acontecer de maneira gradual.

Harford afirma que toda e qualquer modificação deve ser sustentada por uma mistura de apoio e crítica construtiva familiar, experimentação constante de novas técnicas e prática de atividades mentalmente estimulantes.

Uma dos bons exemplos para, ludicamente, enfrentar os desafios da gestão de capital – e de quebra, estimular a mente – é através de esportes mentais como o poker. Felipe Mojave, campeão na modalidade, confirma “No poker, assim como na vida, toda mesa é diferente. Então você sempre deve montar uma estratégia de jogo, mas ela deve ser flexível o suficiente para permitir que você adapte as diversas situações e imprevistos.” 

Em resumo, você deve montar um bom orçamento de acordo com os seus meios, sempre gastar menos do que ganha, manter uma reserva de emergência para imprevistos, se manter mentalmente ativo e estar disposto a realizar mudanças para retomar o curso certo caso algo errado aconteça.

Tendo em mente os conselhos destes especialistas e colocando estas ideias em prática, será muito mais fácil se manter realmente preparado para qualquer eventualidade.

 

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