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17 de Outubro de 2017
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Cultura

Há 2 anos, Raquel Anderson decidiu fazer o que sempre quis na vida: escrever

Formada em história, a aquidauanense é mentora do projeto Literatura Cura

10 OUT 2017 - 09h15min
DValentim

Aos 53 anos, a escritora, pesquisadora e mentora do projeto Literatura Cura, Raquel Anderson, tem feito o que gosta e o que sempre quis fazer na vida: escrever. Formada em história, a aquidauanense revelou durante entrevista ao Jornal O Pantaneiro o “boom” em sua vida nos últimos dois anos.

Ligada em decoração e artesanato, a sul-mato-grossense também é formada em história e sempre realizou diversas coisas na vida. Porém, apesar de nunca estar parada, uma inquietude inexplicável gritava em seu coração.

“Eu sempre tive uma inquietude e não sabia o que era. Até que aos 51 anos resolvi escrever. E deu um “boom” na minha vida. É mais forte do que eu, eu não consigo parar. A partir disso fui tendo ideias e eu nunca imaginei que minhas ideias fossem ser tão frutíferas, porque nós temos concepções equivocadas de que para fazer algo na vida a gente precisa ter uma grande ideia. E não é isso. Nós precisamos ter ideias simples, que são belas e que traduzem coisas genuínas e interessantes da vida”, explicou.

Raquel, atualmente, escreve para sites, jornais e há um ano lançou uma obra em homenagem ao pai que já faleceu: “Osvaldão, Obséquio Pantaneiro”. O lançamento passou por Aquidauana, Campo Grande e Rio de Janeiro. “O Osvaldão é o meu pai, minha grande inspiração de homem pantaneiro”, pontuou.

Literatura Cura

Mentora do projeto Literatura Cura, que objetiva ajudar e suavizar o dia a dia de pacientes do Hospital Cassems, Raquel explica que a ideia surgiu do incômodo com a distância entre as pessoas e a leitura nos tempos de modernidade. O projeto em parceria com a acadêmica, Carolinna Victório, foi apresentado ao hospital e aprovado em julho.

O material literário é entregue aos pacientes dentro de caixas, frascos e outros recipientes do ambiente hospitalar, todos padronizados para isso. Além disso, o Projeto a Literatura Cura, também faz tardes de conto na pediatria, entre outras ações de atendimento humanizado.

“Uma das minhas pesquisas foi saber que no século I eram prescritos poesias para as pessoas se curarem e pesquisas atuais apontam que a leitura de poesias tem efeito curativo. No decorrer dos trabalhos percebemos que os acompanhantes eram sempre os mesmos e esses acompanhantes são os grandes suportes dessas famílias e passamos a cuidar desses cuidadores”, finalizou.

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