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Balét corumbaense empolga público da 7ª Mostra

10 SET 2007 - 11h04min
ms notícias

A 7ª Mostra Corumbá - Santuário Ecológico da Dança, que terminou ontem (09), foi especial para o Moinho Cultural Sul-Americano, que nasceu em 2005 a partir da iniciativa do Instituto Homem Pantaneiro (IHP) de trazer a arte das sapatilhas para a praça. A coreografia Mestiçagem, da diretora e bailarina Márcia Rolon, empolgou o público no último sábado (08), que aplaudiu de pé o excelente trabalho dos professores de balé e música da escola.


Mestiçagem está sendo montado por Márcia Rolon para ser um balé contemporâneo completo da companhia de dança do moinho, baseado em poemas do consagrado poeta pantaneiro Manoel de Barros. A coreografia leva para o palco músicos do Programa Vale Música da escola, que fizeram composições especialmente para o espetáculo, mesclando-as com Uakit, Almir Sater e ritmos fronteiros, como a clássica Mercedita.


A presença do violino, flauta, violão, teclado e percussão no palco da Praça Generoso Ponce, com uma mixagem perfeita entre o ao vivo e o eletrônico, deu uma nova roupagem a proposta de Márcia Rolon de mostrar os ciclos das águas no Pantanal, onde nasceu na beira do Rio Taquari. A interpretação corporal de grande expressividade de Márcia e mais cinco bailarinos e os músicos, estes estáticos, se completam.


"A coreografia mostra esse ciclo da vida, entre os momentos de calmaria, do respirar, do difícil andar no nosso Pantanal com nessa areia nos pés. Eu tenho esse ciclo dentro de mim, pois nasci aqui", disse Márcia Rolon, ao final do espetáculo, feliz pela reação do público e pela marcante estréia do seu novo trabalho. A coreografia também é um alerta para a conservação das águas pantaneiras, que ainda são abundantes, porém ameaçadas pelo aquecimento global.


Enquanto recebia cumprimentos do público e dos bailarinos de outras companhias que assistiam ao espetáculo, já no piso da arena montada na praça, a diretora e bailarina do Moinho Cultural recebeu um abraço especial, da presidente do Conselho Brasileiro de Dança, Mariza Estrella. "Estou impressionada com você, menina. Parabéns", disse a convidada especial da mostra e uma das participantes do primeiro fórum da dança, que faz parte da programação paralela.


Márcia dançou ao lado dos professores-bailarinos Greidison Araújo, Mariana Porfírio, Flávia Adário e os premiados no último Festival de Joinville, Andréa Carla e André Souza. O embrião do balé Mestiçagem teve a duração de 15 minutos. Sua apresentação completa ocorrerá na Mostra de 2008, em 50 minutos. Sua autora quer incluir outros ritmos musicais e instrumentos fronteiriços, como a harpa e o xarango.


Outros destaques - A quinta noite da mostra foi aberta pela premiada Companhia do Giro(RS), que trouxe a elogiada coreografia Larvárias, uma experiência bastante incomum nos palcos brasileiros, em que o corpo de transforma em larva. Como? As Larvárias são estruturas enormes, brancas e de diversas formas que, quando colocadas sobre a face, remetem imediatamente a figura humana a um universo delicado e sutil.


A máscara cobre a boca, e passa a desenhar poesias involuntárias no espaço, ao associar a natural força plástica destas a uma condução sensível do movimento. A coreografia é inspirada na estética das máscaras do Carnaval de Basel (Suíça), introduzidas no universo teatral na década de 60 pelo francês Jacques Lecoq. Daniela Carmona assina o roteiro e a direção, dividindo a cena com o ator Adriano Basegio.


Além do Moinho Cultural, que funciona no Porto-Geral de Corumbá, mais cinco companhias de Mato Grosso do Sul se apresentaram na penúltima noite da mostra, com os espetáculos: Amarras, pela Companhia de Dança Unidança (Universidade Federal de MS, UFMS); Mulheres que correm com lobos, pelo Studio Blanche Torres; Tanguera, pelo Grupo Imagens Só Dança Auxiliadora; Amor e Carne, pela Academia Belo Bailado; e Feminino, pela Companhia de Artes Uniderp.


A Mostra Corumbá reúne 700 bailarinos em 39 espetáculos. O evento tem o patrocínio da Petrobras, Prefeitura de Corumbá e Eletrobrás; apoio da Enersul e, como colaboradores, as empresas MMX, Companhia Vale do Rio Doce/Urucum Mineração. O incentivo cultural é do projeto Rumos Itaú Cultural, Pantur Turismo, Andorinha, Governo Federal (Lei de Incentivo à Cultura) e Governo do Estado do Rio de Janeiro.

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