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23 de Setembro de 2017
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Aniversário

Capital comemora 118 anos com história rica e cultura mestiça

Campo Grande é o principal irradiador da cultura que se consolida como um produto genuinamente sul-mato-grossense

26 AGO 2017 - 08h18min
Assessoria

 Quase tudo em Campo Grande remete à sua história. A principal avenida, os parques, os museus, o comércio e o modo de vida, moldado por uma diversidade de costumes. Campo Grande preserva seus traços históricos e faz questão de cultuar tradições trazidas pelos imigrantes. Da mistura de raças e costumes nasceu a identidade da cidade, que também ganhou o nome de Morena devido ao solo avermelhado e ao clima tropical.

A possibilidade de contemplar animais na natureza e vislumbrar no horizonte imponentes torres indicando o progresso faz de Campo Grande um dos melhores locais para se viver. Principalmente porque o progresso se busca não mais sem medir impactos, mas de forma harmônica, dentro de um novo conceito de desenvolvimento – a sustentabilidade.

Gestos tão simples como o passeio na avenida Afonso Pena e a roda de tereré, repetidos por gerações, se tornaram tão emblemáticos que o local, além de palco político e de manifestações populares, virou cenário das expressões artísticas. E a cultura, tão miscigenada, se assentou também na revitalização do rico patrimônio histórico, valorização da culinária, do artesanato e da produção intelectual, através da música, dos monumentos retratando a fauna dos Cerrados e do Pantanal e das artes plásticas com traços da bovinocultura.

A valorização das manifestações artísticas, patrimônio histórico e as festas populares fez surgir essa cultura mestiça. A herança dos costumes de povos de diferentes regiões deu a Campo Grande uma identidade legitimamente sul-mato-grossense. 


Uma passagem pela história mostra como surgiu o embrião dessa diversidade cultural

Justificando seu nome, Campo Grande ocupa um espaço geográfico privilegiado, na região central do Estado, nas imediações do divisor das águas das bacias dos rios Paraná e Paraguai, onde os elementos básicos da natureza tornam-se fatores imprescindíveis para a fixação do homem.
O dia 26 de agosto de 1899 seria um dia de festa na Vila de Santo Antonio de Campo Grande. Na igreja do protetor, os dois sinos dariam um som festivo. Aglomerações, foguetórios, churrascos, folguedos, entrariam pela noite ao som de catiras e polcas paraguaias. Afinal, depois de antigas e insistentes reivindicações, o governo estadual assinava a resolução de emancipação da vila, criando o município de Campo Grande.

Essa festa, entretanto, não aconteceu. Por uma razão muito simples: ninguém sabia. Na época, não existia rádio, telefone estava longe. O telégrafo era um projeto que Rondom, no começo do século, faria a aventura de implantar. O correio já existia no papel, criado para a vila pela administração geral de Cuiabá, cinco anos antes da emancipação. Mas ninguém ficou sabendo… Não havia correio.

 

Avenida Afonso Pena, principal eixo viário, liga as regiões Leste e Oeste da Capital de Mato Grosso do Sul.

 

Mas a história de Campo Grande começa bem antes

No dia 4 de março de 1872, José Antônio Pereira formou uma comitiva composta de cinco pessoas, seu filho Antônio Luiz, dois escravos e Luiz Pinto, que morava em Uberaba e tinha prática em viagens pelo sertão.

José Antônio Pereira ficou sabendo da Vacaria com vastas campinas e saiu à procura de campos para criar e matas para lavoura, rumo ao sul de Mato Grosso. Após três meses de caminhadas, no dia 21 de junho, José Antônio chegou à confluência de dois córregos, conhecidos mais tarde por “Prosa” e “Segredo”.

Construíram um rancho coberto de buriti, derrubaram uma pequena mata que existia entre os dois córregos, prepararam a terra para o plantio de milho e arroz, alguns meses depois, regressaram para Minas Gerais em busca de suas famílias.

Como não podiam deixar a pequena propriedade sozinha, em sua passagem por Camapuã, José Antônio faz um acordo com João Nepomuceno, para que este cuidasse de sua propriedade até seu retorno.
Passaram-se quase três anos, em meados de 1875, chegou por aqui Manoel Vieira de Souza (Manoel Olivério), com dois carros de bois, em companhia de seus filhos, sua mãe, de seus irmãos e alguns empregados. Nepomuceno, achando que José Antônio não mais voltaria, ofereceu a Manoel de Oliveira a pequena propriedade por trinta mil réis, na condição de que se José Antônio voltasse, Manoel Olivério, devolveria a propriedade mediante o ressarcimento daquela importância.

Em 14 de agosto do mesmo ano, chega José Antônio Pereira com uma numerosa caravana de onze carros de bois, carregados de viveres, mudas e sementes, um lote de gado de cria, acompanhado de sua esposa, seus filhos, o genro, alguns sobrinhos e mais escravos amigos, num total de 62 pessoas aportam na região.

Manoel Olivério, recebeu-o amistosamente, expôs as condições de seu negócio com João Nepomuceno, prontificando-se a entregar a propriedade ao seu legítimo dono. José Antônio dá por bem feita a transação e convida Manoel Olivério para trabalharem em comum acordo. Construíram novos ranchos às margens do córrego que fazia frente para a atual rua 26 de agosto.


A origem do nome da vem de uma promessa feita por José Antônio a Santo Antônio de Pádua, quando durante sua passagem por Santana de Paranaíba, onde foi obrigado a interromper sua viagem em virtude da malária que estava acometendo a população. Permaneceu ali por um bom tempo para debelar a epidemia, uma vez que era prático de farmácia. Foi aí que prometeu a Santo Antônio de Pádua construir uma igreja quando aqui chegasse, caso não perdesse nenhum dos seus entes.

Em 1876 e 1877, José Antônio cumpriu sua promessa construindo a capela e logo combinaram os casamentos do viúvo Manoel Olivério com Francisca de Jesus (filha de José Antônio), de Joaquim Antônio com Maria Helena e Antônio Luiz com Anna Luiza; eles filhos do fundador; elas filhas de Manoel Olivério. Já no início de 1878, José Antônio vai até Nioaque e contrata o Padre Julião Urchia para celebrar os primeiros casamentos e batizados.

Ainda em 1878, José Antônio volta pela última vez para sua terra natal, talvez para liquidar alguns negócios e trazer outros parentes. Após seu regresso, preservando a área que havia delimitado para a sede do Arraial, determinou as posses das primeiras fazendas.


Novas caravanas foram chegando, o entusiasmo dos primeiros habitantes contagiava a todos, pois diariamente chegavam mais pessoas para aumentar as atividades da povoação.

Atendendo ao apelo dos habitantes, no início de 1889, chegou o mestre José Rodrigues Benfica, que abriu a primeira escola.

 

Após restauração, relógio da 14 mudou de lugar e foi para a esquina das avenidas Afonso Pena com Calógeras.

 

Fundador

José Antônio Pereira nasceu em 19 de março de 1825, na cidade de Barbacena (antigo arraial de Nossa Senhora da Piedade da Borda do Campo), filho de Manoel Antônio Pereira e Francisca de Jesus Pereira, portugueses que se transferiram para o Brasil.

Já moço,  muda-se para São João de Del Rei e se casa com a Jovem Maria Carolina de Oliveira. Tiveram oito filhos: Antônio Luiz, Joaquim Antônio, Francisca, Maria Carolina, Perciliana, Ana Constança, Maria Nazareth e Rita.

Desejando estabelecer-se definitivamente em lugar onde pudesse desenvolver suas atividades de pequeno agricultor e pecuarista com sua família nascente, transfere-se em meados do século dezenove para o povoado de São Francisco da Chagas do Monte Alegre.

Com o fim da Guerra do Paraguai, o retorno para o Brasil dos soldados oriundos da cidade de Monte Alegre, levaram notícias sobre os campos de Vacaria.

A existências de extensas áreas de terra devolutas ao sul da Província de Mato Grosso atraiu interesse de José Antônio Pereira. Em 4 de março de 1872 empreendeu sua primeira viagem vindo por fim a se estabelecer  definitivamente pelos campos grandes de Vacaria.

Identidade Cultural

A identidade cultural de Campo Grande está intrinsecamente ligada à imigração, que se desencadeou no início do século XX em razão das necessidades de mão-de-obra nos campos e nas cidades devido à abolição da escravidão. Para entender a cultura da cidade é preciso conhecer um pouco também da história dos imigrantes, processo que se iniciou logo após a Primeira Guerra. Sobressaíram três povos – japonês, paraguaio e libanês.


O interesse em receber imigrantes por parte do governo brasileiro veio a solucionar uma questão que já estava se tornando agravante para o país.

É de Terenos, a 20 quilômetros de Campo Grande, o primeiro registro da chegada de imigrantes. Uma companhia providenciou a vinda de um grupo de alemães, búlgaros, poloneses, russos, austríacos e romenos, para se estabelecerem na Colônia de Terenos, na época um núcleo agrícola de Campo Grande, demarcado para receber os novos colonizadores. A companhia de colonização fracassou e a Prefeitura de Campo Grande se responsabilizou pela total assistência aos colonos imigrantes; fornecia alimentos, material agrícola, sementes, remédios, utensílios domésticos, inclusive o transporte das bagagens das famílias, vindas pela ferrovia.

O então Prefeito de Campo Grande, Vespasiano Barbosa Martins, não poupou esforços para que a Colônia progredisse, mas os colonos, acostumados com o trabalho mecanizado nas lavouras da Europa, não se adaptaram ao trabalho duro da enxada e deixaram esta Colônia, voltando alguns para a Europa, outros indo se estabelecer no Sul do País.

Nas primeiras décadas do século XX, os espanhóis chegaram a Campo Grande: os Cubel, Vasques, Gomes, Sobral, Pettengil, Caminha e outros. Na década de 20, Francisco Cubel Pastor chegou a Campo Grande com esposa e filhos e fundou a Padaria Hodierna Espanhola, e os bisnetos dos imigrantes hoje atuam nos mais variados ramos das atividades sociais, políticas e comerciais da cidade.


Da Itália chegou Bernardo Franco Baís. Foi o primeiro italiano que chegou a Campo Grande. Depois, influenciado por ele, vários outros imigrantes aportaram no Sul de Mato Grosso em busca de novas terras, como é o caso de Francisco Giordano, que em 1912, junto com sua família, fixou-se na cidade. Muitos outros italianos deram grande parcela de contribuição para a cidade, entre eles: Lacava, Mandetta, Molitemo, Menotti, Panutti, Carmelo Interlando, Leteriello, Bacchi, Bertoni, Camilo, Canale, Cândia, Dissoli, Espósito, Fragelli, Matioli, Maymone, Mayolino, Metello, Mosena, Oliva, Muzzi, Pache, Oliva, Simioli, Tognini, Trivelato, Trombini, Zardo, Crepaldi, Bogarim, Candelorio e vários outros.

Imigração japonesa

A crise que abalou o Japão com suas guerras, desempregos e superpopulação, fez com que criassem a Companhia Imperial de Imigração, e através dela, no dia 18 de Junho de 1908, o navio chamado Kasato Maru chegou ao Porto de Santos trazendo 781 imigrantes, sendo que 26 famílias foram para Mato Grosso, informados de suas terras férteis, pouco exploradas, e de clima agradável.


A notícia da necessidade de mão-de-obra para a construção da Ferrovia no Estado de Mato Grosso, com remuneração muito boa na época, exaltou os ânimos daqueles imigrantes que se desiludiram nas fazendas de café de São Paulo e Minas Gerais, e partiram com destino ao Sul de Mato Grosso.

Em 1909 um grupo de 75 imigrantes, a maioria de Okinawa, partiu de Santos em um cargueiro fretado pela construtora da ferrovia. Com o final da construção da Ferrovia Noroeste do Brasil entre 1914 e 1915, muitos japoneses se fixaram em Campo Grande.

As condições para se estabelecerem eram tentadoras, pela oferta de lotes a preços baixos, com a condição de neles se construir. Como havia deficiência na produção de hortifrutigranjeiros na região e os preços dos alimentos eram exorbitantes, um grupo de sete famílias formou um núcleo de colonização que se chamou Mata do Segredo, e foram estes pioneiros que impulsionaram o surgimento de outros núcleos de japoneses na região.

A venda de frutas e verduras ainda hoje se concentra nas mãos dos japoneses no Mercado Municipal e na Feira Central com quase 80 anos de existência, que se transformou em ponto turístico da cidade, com suas barracas estilizadas, do sobá, yakisoba e espetinho de carne. Gerações de nisseis escolheram profissões liberais como medicina, odontologia, engenharia, política ou comércio, dando continuidade ao crescimento econômico e cultural de Campo Grande.

Imigração paraguaia 

O deslocamento dos paraguaios para Campo Grande, no início do século passado, foi motivado pela busca de emprego e estabilidade econômica. Eles fixaram residência na Vila Carvalho, que já foi conhecida como Vila Paraguai. Dedicaram ao trabalho na lavoura, com a madeira, em serralherias e nas charqueadas.
A influência de um povo alegre, festeiro e religioso hoje é percebida em nossa cultura, economia e e gastronomia de forma significativa para a construção e desenvolvimento de Campo Grande.

A influência cultural paraguaia tornou-se a mais marcante no cotidiano do campo-grandense, com as rodas de tereré (erva-mate com água fria), a polca paraguaia, a guarânia, o chamamé e a festa de Nossa Senhora de Caacupê, com missas, terços, comida e danças. Na alimentação, a “chipa” e a “sopa paraguaia” fazem parte do cardápio campo-grandense.

Imigração portuguesa

Em 1913, chegou a Campo Grande Antônio Secco Thomé com seus filhos Manoel e Joaquim Maria Secco Thomé. Especialistas nas artes da marcenaria e carpintaria, logo conseguiram trabalho e, em seguida, abriram seu próprio negócio. Com o passar dos anos, abriram a Firma Thomé S. Irmãos, a mais importante do município, responsável por obras importantes para a cidade e vários municípios do Estado de Mato Grosso. Outros portugueses se estabeleceram em Campo Grande e deram sua participação no desenvolvimento da cidade.

 


 

Imigração sírio-libanesa


A partir de 1912, fugindo das guerras sangrentas que assolavam o Oriente, sírios, libaneses, turcos e armênios chegavam ao Porto de Santos. De Santos, partiram para o Porto de Corumbá, que era o portal de entrada para o Centro-Oeste e o polo comercial de Mato Grosso. Alguns seguiram para Campo Grande em lombos de burros e carretas puxadas por juntas de bois; outros, através da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil.

No início, mascateavam pelo interior do estado levando suas mercadorias ao mais distante vilarejo ou fazenda. O mascate virou comerciante e, na Rua 14 de Julho, Av. Calógeras e Rua 26 de Agosto, começaram a montar suas lojas. Amim Scafe foi o primeiro comerciante árabe que chegou a Campo Grande, em 1894.

A partir daí, outros foram chegando e instalando suas lojas comerciais, sendo eles: Salomão e Felipe Saad, Moisés Maluf e Marão Abalem, Moisés Sadalla, Salim Maluf, Felix Abdalla, Eduardo Contar, João Siufi, Chaia Jacob, Aikel Mansour, Abrão Julio Rahe, Elias Bacha, entre outros.

Gastronomia

Em Campo Grande é possível reunir, numa única mesa, o sobá da região central, o porco no rolete apreciado ao norte, a sopa paraguaia comum no sul, a linguiça típica do sudoeste, o peixe à pantaneira assado na telha do lado oeste e o arroz com guariroba e frango ao molho pardo com quiabo e pimenta malagueta, além do arroz com pequi herdados dos vizinhos mineiros e goianos e muito apreciados na região Leste do Estado.

No café da manhã tem que ter o tradicional quebra-torto – um verdadeiro almoço, onde se inclui de tudo, da linguiça ao ovo frito, com sopa paraguaia, chipa, lambreado (bife com ovo e farinha de mandioca) e ensopado de batata e carne.

Alguns pratos, no entanto, têm a preferência em todas as regiões – chipa (pão de queijo frito ou assado), churrasco com mandioca e “sopa” paraguaia, que na verdade é um bolo de queijo, milho e cebola, iguaria indispensável na mesa dos sul-mato-grossenses. Tudo isso depois de uma sessão de tereré, a bebida mais popular no Paraguai.

A influência da culinária paraguaia tem razão de ser. O estado abriga 300 mil paraguaios, dos quais 80 mil concentrados em Campo Grande, região central, de onde essa cultura se espalha e impregna nos costumes sul-mato-grossenses, pois é cada vez mais aceita pela população.

Música

Da época de ouro da música paraguaia à viola de Almir Sater, a música sul-mato-grossense tem muito a ver com o Pantanal e sofreu bastante influência da viola do cocho na fronteira com a Bolívia e, sobretudo, do violão e da harpa.

Artistas como Paulo Simões, Geraldo Roca, Geraldo Espíndola e Almir Sater incorporaram as influências das guarânias, polcas e chamamés e criaram estilos genuinamente sul-mato-grossenses, recorrendo também a fatos da história como inspiração. Daí a referência em suas letras sobre ‘a fronteira em que o Brasil foi Paraguai’. Hoje o sul-mato-grossense é o brasileiro mais paraguaio do país.

Integração cultural

A pluralidade, especialmente da música, porém, é a grande motivadora da integração de culturas. Durante todo ano o estado promove essa integração, por meio de festivais e festas regionais. Um deles é o Festival América do Sul, onde se encontram a música, dança, artesanato e fóruns de debate sobre as inquietações comuns em relação ao desenvolvimento econômico e social, além do meio ambiente, já que essa convergência se dá no coração do Pantanal.

O desenvolvimento econômico e o progresso social estão intrinsecamente ligados à cultura e essa percepção permitiu a Mato Grosso do Sul ter um rico calendário cultural que, além do Festival de Inverno de Bonito e o Festival América do Sul, em Corumbá, valorizam as festas tradicionais.

Artesanato indígena

A cultura também é arraigada pelos costumes indígenas. Com uma das maiores populações indígenas, Mato Grosso do Sul tem muitas produções de artesanato, algumas delas tombadas como patrimônios imateriais, como a Viola do Cocho em Corumbá, a cerâmica terena, o artesanato Kadiwéu e os bugres de Conceição.

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