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Risco à saúde

Cresce número de matadouros clandestinos em MS; são pelo menos 12, diz sindicato

Denúncia é feita pelo sindicato dos trabalhadores de frigoríficos e cita cidades do interior, incluindo Aquidauana

28 JUN 2017 - 13h56min
Redação

A saída de grandes frigoríficos do cenário econômico de Mato Grosso do Sul está dando lugar a matadouros clandestinos, que atuam em péssimas condições de higiene e que podem prejudicar a saúde tanto de trabalhadores e, principalmente, dos consumidores. A denúncia é de Rinaldo Salomão, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins de Campo Grande (STIAACG) e representante do Estado na Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins (CNTA). As informações foram divulgadas peça assessoria de imprensa da entidade, na tarde desta quarta-feira (28).

Mato Grosso do Sul, segundo a denúncia do sindicalista, tem pelo menos 12 matadouros “em péssimas condições, que deveriam ser fiscalizados e lacrados, pois não oferecem as menores condições de higiene, colocando a vida de trabalhadores e consumidores em risco”, afirma Rinaldo. Além de divulgar as informações, o sindicato divulgou imagens de um destes matadouros, mas localização não foi confirmada. As imagens são tratadas apenas como ilustração. 

Campo Grande possui, segundo o sindicalista, três matadouros. Os demais estão situados nas cidades de Cassilândia, Chapadão do Sul, Corumbá, Aquidauana, Nioaque, Bonito, Rochedinho, Sidrolândia e Rochedo. Eles fornecem para o mercado consumidor local e a qualidade da carne não é confiável, garante o sindicalista, pelo fato de não ter o selo do SIF (Serviço de Inspeção Federal) e por serem estabelecimentos totalmente fora de qualquer padrão aceitável.

O sindicalista afirma que denuncia esses estabelecimentos pelo bem dos trabalhadores, uma vez que, além dos riscos que correm nestes locais, por não usarem equipamentos adequados de proteção, a maioria dos empregados não recebem devidamente seus direitos trabalhistas e muitos nem são registrados pelo regime CLT.

“Como representantes dos trabalhadores em frigoríficos e nas indústrias de alimentação em geral, junto à CNTA, não poderíamos ficar calados diante da proliferação desse tipo de atividade. Ainda mais agora que a tendência é aumentar em função do fechamento de muitos estabelecimentos de grande porte”, justifica o sindicalista sobre a denúncia em que pede providências do Ministério da Agricultura e dos órgãos de fiscalização sanitária dos munícipios e do Estado.

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