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18 de Agosto de 2017
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Ressocialização

Internos de presídio em Jardim serão capacitados em confecção de peças

Totalmente gratuita, a capacitação tem como foco a profissionalização dos detentos para atuarem na área de confecção tanto dentro do presídio quanto no mercado de trabalho

6 AGO 2017 - 15h25min
Assessoria

 Reeducandos do Estabelecimento Penal “Máximo Romero” (EPMR), em Jardim, iniciam este mês a segunda etapa do curso de “Corte e Costura” oferecido por meio de parceria entre a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), o Sindicato Rural de Jardim e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/MS).

Totalmente gratuita, a capacitação tem como foco a profissionalização dos detentos para atuarem na área de confecção tanto dentro do presídio quanto no mercado de trabalho, assim que conquistarem a liberdade. Além do aprendizado, os internos participantes recebem remição da pena, conforme estabelece a Lei de Execução Penal.

Recentemente, dez custodiados concluíram a primeira etapa da qualificação, que envolveu técnicas de modelagem das peças, com um  total de 40 horas/aula. Na segunda fase do curso, todo o conhecimento adquirido será utilizado na prática em tecidos, na confecção das roupas.

“O segundo módulo irá oferecer a oportunidade de se aperfeiçoarem ainda mais para o mercado de trabalho e conquistarem uma profissão digna para quando deixarem a prisão, mesmo porque os profissionais da costura têm muitas opções de atuação, desde as grandes indústrias até pequenos ateliês”, enfatiza o diretor da unidade prisional, Maycon Roslen de Melo.

A solenidade de encerramento do curso de modelagem foi realizada na última sexta-feira (28.7) e contou também com a presença do vice-prefeito de Jardim, Geraldo Alencar, e da  representante do Senar, Thiely Valêncio, além  do instrutor do curso, Luciano Ferreira da Fonseca,  e do chefe de segurança da unidade, Gilson Lino Filho.

Reinserção Social

Para o diretor-presidente da Agepen, Aud de Oliveira Chaves, a qualificação técnica ajuda  a concretizar ações de promoção e desenvolvimento das capacidades das pessoas privadas de liberdade. “Esse curso de costura aos custodiados é uma ótima oportunidade, não só para fins comerciais, como também para uso pessoal e familiar”, comenta.

As ações de reinserção social, como essa em Jardim,  destaca o dirigente, permitem uma oportunidade de recomeço para os detentos e contribuem para a construção de novos valores, refletindo diretamente na redução da reincidência criminal.

Os cursos profissionalizantes ofertados a custodiados da Agepen são coordenados pela Diretoria de Assistência Penitenciária, por meio da Divisão de Educação, que acompanha as ações de parceria, atuando junto às instituições e estabelecimentos penais no fornecimento de suporte às capacitações.

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