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12 de julho de 2020
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Geral

IPC/CG apresenta deflação em julho

2 AGO 2007 - 16h05min
assessoria de comunicação

Apesar dos aumentos nos preços da carne bovina e do leite e seus derivados, o Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG) apresentou forte deflação no mês de julho (-0,46%) em relação a junho deste ano. O índice é calculado mensalmente pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais (NEPES), vinculado a UNIDERP e UNAES, em convênio com a FIPE, e busca medir o nível de variação dos preços mensais do consumo de bens e serviços, a partir da comparação da situação de consumo do mês atual em relação ao mês anterior, de famílias com renda mensal de 1 a 40 salários mínimos.


De acordo com o coordenador do NEPES, professor Celso Correia de Souza, observou-se variação positiva somente no grupo Saúde (0,08%). Nos outros grupos as variações foram negativas: Habitação (-0,52%), Alimentação (-0,17%), Transportes (-1,29%), Educação (-0,12%), Despesas Pessoais (-0,83%) e Vestuário (-0,14%). "A maior contribuição negativa foi do grupo Transportes, com (-0,18%), seguido do grupo Habitação, com (-0,17%)", comenta o coordenador.


Habitação apresentou uma forte deflação em seu índice, de (-0,52%). Contribuíram positivamente os produtos: DVD (7,40%), saponáceo (4,95%) e água sanitária (2,14%). Contribuíram negativamente na composição desse índice: ventilador (-8,31%), carvão (-5,17%), televisor (-3,06%) e condicionador de ar (-2,32%).


O índice de preços do grupo Alimentação apresentou uma pequena deflação, de (-0,17%). "Alguns produtos que compõem este grupo têm variações significativas, algumas positivas e outras negativas, características da sazonalidade de seus produtos e das condições climáticas. Tiveram fortes aumentos de preços os produtos: limão (31,75%), maracujá (23,95%), pão de queijo (18,31%), melancia (16,18%) e queijo mussarela/prato (15,66%)", explica Celso Correia. Destacam-se, também, com quedas significativas nos preços: beringela (-31,69%), alface (-31,04%), tomate (-28,20%), abobrinha (-26,61%), cebola (-25,87%) e melão (-22,21%).


Conforme o Índice, a carne de frango teve ligeira alta, de 2,95% em miúdos e 0,99% em frango congelado. Na carne bovina os aumentos de preços foram mais acentuados, ficando em 11,72% na costela, 10,99% no músculo, 9,90% no acém, 8,57% no coxão-mole, 8,17% no contra-filé, 7,03% na alcatra e 5,44% no filé mignon. A carne suína apresentou em julho aumento do pernil, de 1,98% e quedas de preços na costeleta (-2,18%) e bisteca (-3,07%).


O grupo Transportes apresentou uma deflação significativa, de (-1,29%). Destacaram-se com aumentos de preços: passagens de ônibus interestadual (4,27%) e automóvel novo (0,37%). Quedas de preços ficaram por conta do álcool combustível (-6,00%), gasolina (-2,35%), pneu novo (-1,22%) e óleo diesel (-0,21).


Segundo o pesquisador do NEPES, José Francisco Reis Neto, o Grupo Educação apresentou uma moderada deflação em seu índice, de (-0,12%), devido à queda generalizada de preços de materiais didáticos, em torno de (-0,84%).


Os pesquisadores destacam que o grupo Despesas Pessoais apresentou uma forte deflação (-0,83%). Os produtos que tiveram aumentos de preços neste grupo foram hidratante (2,45%), papel higiênico (1,80%) e jogos lotéricos (1,53%). Os produtos com maiores quedas de preços foram: vídeo locadora (-10,30%), filme fotográfico (-7,05%) e absorvente higiênico (-2,36%).


Saúde apresentou uma elevação moderada em seu índice de preços, em torno de 0,08%. Os produtos com maiores aumentos foram analgésico e antitérmico (1,62%) e anticoncepcional e hormônio (1,58%). As maiores quedas de preços ficaram por conta de antimicótico e parasiticida (-0,97%) e gastroprotetor (-0,57%).


De acordo com a pesquisa, observou-se no grupo Vestuário uma pequena variação negativa em seu índice, em torno de (-0,14%). Os produtos que mais aumentaram de preços foram: short e bermuda masculina (4,41%), camiseta feminina (4,29%) e tênis (3,47%). Os produtos que tiveram seus preços mais reduzidos foram: camiseta masculina (-6,37%), blusa (-5,34%), saia (-4,65%) e vestido (-3,82%).


Inflação Acumulada - A inflação acumulada na cidade de Campo Grande nos últimos doze meses é de 3,16% e no ano de 2007 é de 1,67%. Como a meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) continua sendo de 4,5%, com tolerância de 2% para mais ou para menos, a inflação acumulada nesses últimos doze meses, nesta cidade, está bem abaixo dessa meta. "Somente o grupo Transportes apresentou deflação de (-0,67%) nos últimos doze meses e (-0,86%) neste ano, refletindo, de modo geral, quedas de preços nos combustíveis nos anos de 2006 e 2007. Todos os outros grupos apresentaram inflação nos últimos 12 meses e neste ano. Assim, o grupo Alimentação, nos últimos 12 meses teve inflação acumulada de 6,46% e 2,43% neste ano de 2007. Destaca-se, também, o grupo Educação, com inflação acumulada de 5,63% em 12 meses e 5,47% neste ano", finaliza José Francisco Reis Neto.

 

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