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15 de setembro de 2019
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Polícia e manifestantes entram em confronto antes de Brasil x México

O começo da mobilização em Fortaleza foi pacífico, mas culminou em tumulto quando manifestantes insistiram em ultrapassar uma barreira armada pela PM. Mais de 15.000 pessoas foram ao entorno do Castelão antes de Brasil x México

19 JUN 2013 - 14h05min
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O clima de tensão perto da Arena Castelão, em Fortaleza, surgiu bem antes de a bola rolar na partida entre Brasil e México, pela segunda rodada da Copa das Confederações, nesta quarta-feira. Engrossando a série de manifestações que se espalham pelas principais capitais do país desde o início da semana, milhares de jovens usaram as redes sociais para organizar um protesto nos arredores do estádio.

O alvo prioritário é o gasto excessivo de dinheiro público nas obras ligadas à Copa do Mundo de 2014. Quem tentava chegar ao Castelão pela Avenida Roberto Craveiro, umas das principais vias de acesso ao local do jogo, marcado para as 16 horas (de Brasília), era impedido de passar em função da presença dos cerca de 3.000 manifestantes que já estavam no local pouco antes do meio-dia, horário em que começou a marcha ate o estádio. As outras regiões da cidade estão calmas - por causa da partida da seleção, foi decretado feriado na capital cearense.

A Policia Militar acompanhava o protesto de perto para tentar garantir que o ato continuasse pacífico. Por volta das 12h20, porém, houve confronto entre policiais e manifestantes. A PM usou balas de borracha e gás lacrimogêneo para impedir que a barreira armada perto do estádio fosse rompida. O perímetro de segurança montado para proteger o estádio e o evento tinha sido mantido até duas horas antes do jogo, quando um grupo de cerca de 200 pessoas enfim conseguiu furá-lo, aumentando ainda mais a apreensão antes da partida.
 
Pouco antes do choque entre policiais e manifestantes, o comando da polícia prometia fazer o máximo para evitar uma nova cena de tumulto antes de um jogo do torneio (houve confronto também nos arredores do estádio de Brasília, na abertura). "A ideia é preservar os manifestantes, garantido que a passeata ocorra sem problemas. Queremos mostrar que é possível fazer reivindicações sem que haja repressão", dizia o coronel Claudio Medonça, que também explicou que foi montada uma estratégia para desviar os carros para outras vias de acesso, evitando colocar em risco a segurança de quem protesta.

No momento do início da confusão, a estimativa de público no protesto, feita pela Polícia Rodoviária Federal, era de pelo menos 15.000 pessoas - a mobilização inicial foi engrossada, pouco antes do meio-dia, por outro grupo de manifestantes que era aguardado para começar a caminhada até o Castelão. Os gritos mais frequentes na passeata desta quarta eram "sem partido" e "sem violência", mas isso não impediu que o grupo insistisse em furar o bloqueio ao redor do estádio.

Há relatos de que a primeira barreira da PM foi rompida quando torcedores comuns tentavam passar a caminho do estádio. Os manifestantes são acusados de arremessar bombas caseiras e pedras na direção dos policiais, sem que tivessem sido provocados ou agredidos. Também usaram tapumes instalados para cobrir as obras ainda incompletas do entorno para se proteger - ou, em alguns casos, para atingir os policiais. Um carro foi incendiado pelos manifestantes.
 
Divisão interna - Além dos gastos com a Copa, a corrupção era outro alvo do grupo. Os problemas nos serviços públicos de educação e saúde também eram muito lembrados, além dos altos índices de criminalidade na capital cearense. As manifestações em Fortaleza lembram muito os atos que estão acontecendo em São Paulo, e no Rio e em outras cidades brasileiras - inclusive no discurso difuso dos participantes.

Muitos, aliás, pareciam não saber o que reivindicar: engrossavam a multidão apenas para se juntar à onda de protestos. Também repetem as outras manifestações na divisão interna entre os manifestantes - a minoria que tenta forçar o confronto é repreendida pelos que defendem um ato pacífico, mas os mais truculentos acabam conseguindo impor sua vontade. Nas duas primeiras horas de mobilização, não houve nenhum caso de violência.

Enquanto os manifestantes se concentravam diante de um supermercado localizado num ponto estratégico do acesso ao estádio, as forças de segurança e agentes de trânsito sofriam para garantir a chegada de dirigentes, jornalistas, convidados e torcedores. Aparentando despreparo para lidar com a situação tensa, muitos deles não sabiam como fazer o trabalho de orientação aos envolvidos na partida. Há informações de que um carro com integrantes do Comitê Organizador Local (COL) foi cercado por manifestantes, sem danos, mas o órgão não deu detalhes do ocorrido.
 
No briefing da organização na manhã desta quarta, a Fifa reiterou uma posição já conhecida: a proibição de manifestações políticas dentro do estádio - até a noite de terça, torcedores combinavam pela internet formas de levar o protesto para dentro do jogo. O guia de conduta do torcedor, entregue junto com os ingressos para os jogos, já avisa que manifestações de cunho político ou ideológico, como uso de cartazes e camisetas, está vetado nas arenas do torneio, assim como já acontece em todos os eventos organizados pela Fifa.

Os porta-vozes do COL e da Fifa também comentaram as medidas de segurança que cercam os jogos, garantindo que o esquema padrão da competição será mantido dentro do evento, ou seja, no estádio e nos portões. No entorno, dizem os representantes da organização, a segurança é missão das autoridades locais. Durante o questionamento dos jornalistas, os porta-vozes do COL e do governo tentaram aparentar tranquilidade com a situação - dizendo, por exemplo, que não existe o temor de que o torneio fique manchado ou que a situação aparente estar fora do controle para quem acompanha as manifestações pela imprensa, principalmente fora do país.

Desde a terça-feira, quando afirmou que os protestos tentam pegar carona no torneio para atrair mais atenção, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, não voltou a se pronunciar sobre o assunto.
 

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