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18 de Agosto de 2017
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Geral

Proacin tem a missão de atender 15 mil famílias em 72 aldeias de MS

No Dia Internacional dos Povos Indígenas, governo destaca benefícios de programa implantado em 2016

9 AGO 2017 - 11h10min
Redação

Nesta quarta-feira (9) é comemorado o Dia Internacional dos Povos Indígenas ou apenas o Dia Internacional do Índio, uma data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para reconhecer e dar voz aos índios do mundo inteiro. Mais do que um simples marco no calendário, em Mato Grosso do Sul, a data é um momento oportuno para propor uma reflexão sobre a importância das políticas públicas para garantir o acesso aos recursos para promoção social, garantia de direitos e preservação das tradições (linguagem nativa, danças, conhecimento, etc).

O governo do Estado implantou o Programa de Apoio às Comunidades Indígenas de Mato Grosso do Sul (Proacin). Há dois anos em execução, o programa já permitiu investimento de R$ 1 milhão do Executivo estadual para compra de sementes de milho e de feijão, conserto de tratores e compra de óleo diesel para operacionalização das máquinas. “Tudo é repassado às aldeias como forma de dar subsídios de crescimento pessoal e social para que os indígenas possam se fortalecer no campo”, afirma o diretor-presidente da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer), Enelvo Felini.

Idealizado pela equipe da Agraer junto à subsecretária de Políticas Indígenas da Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho (Sedhast), o Proacin foi criado no ano de 2015 e lançado oficialmente em 2016. O programa tem a missão de atender 15 mil famílias indígenas que formam 72 aldeias espalhadas pelo Estado.

A principal missão do Proacin é facilitar o acesso aos insumos agrícolas às oito etnias (Guarani Kawioá, Guarani Ñandeva, Ofayé, Terena, Atikun, Kadiwéu e Guató. Kinikinawa, Guató) fomento a agricultura familiar indígena do Estado.

Apenas no primeiro semestre de 2017, o Governo do Estado já investiu R$ 553.020,00 para atender as aldeias sul-mato-grossenses. O montante possibilitou a compra de 1.668 sacas de sementes, sendo 578 de feijão e 1.090 de milho, além de 69.200 mil litros de óleo diesel para o abastecimento dos tratores que operam nas lavouras.

A escolha dos tipos de sementes levou em consideração a aptidão e tradição agrícola dos povos indígenas que basicamente, é voltada ao cultivo de alimentos como: mandioca, milho, feijão, arroz, abobora, etc. Uma forma de não descaracterizar as práticas agrícolas deixando que os mesmos tenham condições de garantir a renda familiar como bem prouver. 

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