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16 de dezembro de 2018
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Geral

Risco de apagão em 2011 preocupa governo e Congresso

12 SET 2007 - 13h42min
assessoria de comunicação

O risco de o Brasil sofrer um novo "apagão" energético já em 2011 tem deixado parlamentares, especialistas e o governo federal preocupados com o caminho que os investimentos no setor de infra-estrutura energética estão tomando. Deputados e senadores atentos ao tema articulam diariamente no Congresso Nacional a melhor maneira de evitar o problema para que não se repitam os prejuízos sofridos pela sociedade em 2001.


A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, em diversas ocasiões, tem reafirmado a importância de levar adiante obras previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que prevêem investimentos maciços em obras de infra-estrutura. Ela tem prometido que os empreendimentos de grande porte e regulamentados do ponto de vista ambiental receberão a atenção necessária do governo. "O Norte do País concentra hoje obras importantes para o crescimento econômico, região até então pouco contemplada", disse.


O discurso do governo, entretanto, tem ficado bastante distante da prática. Exemplo disso é a falta de aproveitamento do potencial brasileiro de produção de gás natural. O especialista e engenheiro civil, Humberto Viana Guimarães, afirma que o desperdício de gás prejudica a economia do País. "Queimar e reinjetar aproximadamente 30% do gás é desperdiçar uma riqueza existente que pode ser explorada", disse.


Segundo ele, o gás existente hoje nas bacias brasileiras não pode ser esquecido, pelo contrário, para Viana, é preciso investir na infra-estrutura do País e utilizar essa riqueza pouco conhecida. "Poucas pessoas sabem da importância e do beneficio em produzir energia elétrica através do gás natural. Energia mais barata e limpa, que não agride o meio ambiente", explicou.


A Região Norte do País, local onde a produção e desperdício de gás natural são altos, aguarda decisões do governo para aplicar recursos em obras que podem beneficiar população e melhorar a economia. Essa afirmação foi feita pela senadora Fátima Cleide (PT-RO), ao defender a construção do gasoduto Urucu-Porto Velho. "Não é uma obra que ficará pronta de uma hora para outra, mas é de valor indiscutível para Rondônia", afirmou.


O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, garantiu que obras como o gasoduto de Urucu-Porto Velho estão sendo estudadas para que haja melhor investimento no setor. "Todos empreendimentos estão sendo igualmente analisados, o que for melhor para a economia do País, será feito", disse, sem entretanto posicionar-se definitivamente sobre a viabilidade deste investimento.


O deputado federal Moreira Mendes (PPS-RO), garantiu que a reserva de gás existente hoje na Bacia Petrolífera de Urucu será suficiente para noventa anos. "O governo precisa entender que é preciso explorar esse gás e transformá-lo em energia elétrica. O governo precisa estar atento para um provável "apagão" nos próximos anos", afirmou.


Dilma Rousseff assegurou que o País tem suficiência garantida até 2010. "Estamos trabalhando para ampliar a oferta nacional e energia para os próximos anos. Nenhum de nossos projetos irão comprometer o abastecimento de energia elétrica brasileira", disse.


Gasoduto Urucu-Porto Velho - No início deste ano, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, garantiu durante discurso sobre a importância de priorizar a construção do gasoduto Urucu-Porto Velho, na Região Norte do País. Segundo o líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp, a ministra afirmou a ele que esta obra resolveria definitivamente a escassez de energia elétrica no Norte.


Apesar das recentes esquivas do governo, que tem alegado insuficiência de gás para a realização da obra do gasoduto, Raupp acredita que sua construção poderá até demorar um pouco, mas acabará sendo autorizada. Segundo ele, é preciso que o governo federal entenda que está havendo um desperdício desnecessário de gás natural na Região Norte do País. "Enquanto milhões de metros cúbicos do energético é queimado e reinjetado nas bacias, a população perde uma energia limpa e barata", exclamou Raupp

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