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17 de Agosto de 2017
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Casas populares que custaram R$ 27 milhões são vendidas na internet

Residencial foi inaugurado há dois anos e entregue a ex-favelados

4 SET 2016 - 14h32min
Valquíria Oriqui - Correio do Estado
Inaugurado e entregue em outubro de 2014, residencial localizado no bairro Morada Verde, na Capital, e que custou mais de R$ 27 milhões aos cofres públicos é palco de mais uma irregularidade envolvendo comercialização de casas populares. Contemplado com uma das casas que tinha como destino ex-favelados, faz anúncios de venda pela internet.
 
O Portal Correio do Estado recebeu denúncia de leitor indignado em encontrar no site de vendas OLX uma das casas do condomínio. O valor pedido pelo anunciante é R$ 65 mil.
 
Mesmo sabendo que a venda deste tipo de imóvel é proibida, os anunciantes parecem não se importar, já que discriminam detalhes e até a fotografia do local. No anúncio desta casa são informados o tamanho do terreno, que é de 10x20, a área construída de 50 m² e os cômodos da casa: dois quartos, banheiro, sala, cozinha e garagem. 
 
O vendedor ainda exalta a ótima localização do imóvel afirmando que fica próximo de um atacadista e uma loja de departamentos. 
 
RESIDENCIAL
 
Há dois anos cerca de 60 famílias que viviam em condições de favelamento foram realojadas nas casas entregues pela prefeitura. Na ocasião, foram investidos R$ 27,4 milhões, R$ 18,7 milhões do Governo Federal, com contrapartida de R$ 7,9 milhões da prefeitura e R$ 749 mil do Governo do Estado.
 
O recurso contemplou a construção de 313 casas a moradores da favela Portelinha, Marquês de Herval, Morada Verde e Montevidéu. O imóvel foi entregue forrado, com piso cerâmico, azulejo na cozinha, banheiro e aquecedor solar.
 
As famílias que se enquadram na faixa I do programa Minha Casa, Minha Vida não podem vender, alugar ou comercializar um imóvel antes de dez anos após a assinatura do contrato.
 
Já as famílias que ganham mais de R$ 1,6 mil podem vender ou comercializar seus imóveis, isso porque a faixa II e III conta com um subsídio menor, pois o financiamento se trata de uma operação de mercado e não de interesse social, que é o caso desses imóveis obtidos pela Agência Municipal de Habitação de Campo Grande (Emha).

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