A edição digital do jornal O Pantaneiro é restrita para assinantes.Assine
24 de Agosto de 2017
Anuncie Aqui
8459

MPF/MS: Estabelecimento comercial é fechado por participação em fraude milionária contra indígenas e a União em MS

Quadrilha foi denunciada pelo MPF por corrupção passiva, falsidade documental e fraudes previdenciárias

9 SET 2016 - 13h30min
Assessoria MPF
Um estabelecimento comercial que vendia cestas básicas para indígenas em Amambai (MS) foi fechado nesta terça (6), pela Polícia Federal, que cumpriu mandado judicial de interdição e lacração. A ordem judicial foi expedida em requerimento de suspensão do exercício de atividade econômica formulado pelo Ministério Público Federal de Ponta Porã. O proprietário do Comercial Rei das Cestas participava de organização criminosa voltada à prática dos crimes de corrupção passiva, falsidade documental e fraudes previdenciárias. Eles ainda retinham cartões de benefícios sociais e realizavam saques em prejuízo de indígenas residentes na região de fronteira com o Paraguai. O MPF estima prejuízo aos cofres públicos superior a R$ 1 milhão.
 
A interdição é desdobramento da Operação Uroboros, deflagrada em junho de 2016, que apurou os crimes praticados sob a liderança e coordenação de servidor público da Funai, lotado em Amambai. O estabelecimento Rei das Cestas era utilizado para reter os cartões de benefícios sociais e vincular os indígenas a dívidas, além de enganá-los para cometer fraudes previdenciárias e documentais.
 
O Ministério Público Federal em Ponta Porã (MPF/MS) já denunciou o servidor da Funai e outras 4 pessoas por 23 fatos criminosos. O processo tramita em segredo de Justiça na Vara Federal de Ponta Porã (MS).
 
Segundo as investigações, realizadas pelo MPF, Polícia Federal e Ministério do Trabalho e Previdência Social, a organização criminosa registrava falsamente crianças como se fossem filhos de indígenas já falecidos, para obter a pensão por morte. Como a prescrição do benefício não corre contra os menores, o grupo conseguia se apropriar de grandes valores, que retroagiam até o óbito do indígena.
 
A investigação revelou que havia um esquema logístico bem estruturado de transporte de indígenas para confecção de documentos pessoais e para expedição de registros administrativos de nascimento junto à Funai, ideologicamente falsos, que seriam usados perante os cartórios para dar credibilidade aos registros civis tardios.
 
Em 3 de junho deste ano, a Operação Uroboros foi deflagrada nos municípios de Amambai e Iguatemi, com a participação de 80 policiais. Foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva, 14 mandados de busca e apreensão e 16 mandados de condução coercitiva. O servidor da Funai que liderava o esquema foi cautelarmente afastado de sua função pública e se encontra preso preventivamente.
 
Se aceita a denúncia pela Justiça, os cinco acusados responderão pelos crimes de falsidade ideológica, uso de documento público materialmente falso, estelionato contra a previdência social, corrupção passiva e promoção, constituição e integração de organização criminosa, com a participação de servidor público.
 

Veja também

Mais Lidas

1
Policial

Homem de 38 anos é preso por tráfico de drogas e cita “Erasmo” à polícia

2
Aquidauana

Casa do Trabalhador de Aquidauana oferece dezoito vagas de emprego

3
Charges

Onde mora o Erasmo?

4
Aquidauana

Homem em moto preta rouba bolsa de mulher

Vídeos

Indígenas fecham BR-262, acesso a Taunay

3º Desafio Mountain Bike - Piraputanga MS

18 Festival de Inverno de Bonito

Ver mais Videos

Níveis dos Rios Hoje

Aquidauana
3,30m
Miranda
2,12m
Paraguai
4,24m

Colunas e Blogs

Giovani José da Silva

HISTÓRIAS DE ADMIRAR: TEMPOS DIFÍCEIS (PARTE 2)

Raquel Anderson

Convexos

Valdemir Gomes

Fundo...

Ver Mais Colunas
498110505