Com apoio de 21 deputados, CPI da Saúde da Assembleia Legislativa é instaurada

Requerimento com as assinaturas foi apresentado pelos deputados Lauro Davi (PSB) e Amarildo Cruz (PT), propositores da audiência pública da última quinta

15/05/2013 07:48


Com o apoio de 21, dos 24 deputados estaduais a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Saúde da Assembleia Legislativa foi aprovada na sessão desta terça-feira (14). Não assinaram o requerimento os deputados Márcio Fernandes (PTdoB), Eduardo Rocha (PMDB) e Márcio Monteiro (PSDB).

A comissão vai ser composta por cinco parlamentares e tem prazo de 120 dias para a conclusão dos trabalhos tem como objetivo investigar a irregularidade na aplicação dos recursos públicos por parte das instituições de saúde em todo o estado de Mato Grosso do Sul. Além disso, irá apurar a legalidade, oportunidade e conveniência das terceirizações de serviços realizados com as verbas repassadas. 

O requerimento com as assinaturas foi apresentado pelos deputados Lauro Davi (PSB) e Amarildo Cruz (PT), propositores da audiência pública da última quinta-feira (9), que discutiu, no plenário Júlio Maia, a ?Terceirização dos Serviços de Saúde no Estado do Mato Grosso do Sul?.

Em discurso na tribuna, nesta terça-feira, o deputado Amarildo destacou a importância da investigação pela Casa de Leis. ?Tenho certeza de que vamos fazer uma grande comissão e uma grande investigação?, disse. Ele lembrou que tradicionalmente as comissões parlamentares de inquérito instauradas na Assembleia Legislativa têm dado grandes contribuições à sociedade. Ele citou como exemplos as CPIs da Cesp e da Enersul.

A operação Sangue Frio, deflagrada pela PF (Policia Federal) em conjunto com a CGU (Controladoria-Geral da União) e o MPE (Ministério Público Estadual), desvendou uma série de irregularidades e fraudes na gestão do Hospital do Câncer e do Hospital Universitário. Segundo as investigações, o esquema criminoso visava beneficiar clínicas particulares.

redação