Nação terena teme derramamento de sangue

20/05/2013 11:22


São quatro as fazendas ocupadas por índios terena na região de Sidrolandia. Nota do CIMI, Conselho Indigenista Missionário, órgão ligado a Igreja Católica, informa que cerca de 500 indígenas participam do movimento, que visa a retomada de terras. Eles reivindicam 17 mil hect ares que seriam deles na região que denominam Terra Indígena Buriti.

Em carta divulgada no final de semana os terena afirmam que vivem confinados em 3 mil hactares de terra,  sem espaço para plantar. ?Os outros 14 mil hectares estão ocupados por 25 fazendas?, declara.

Segundo informações, eles esperam uma reação violenta por parte dos fazendeiros e jagunços, na região. ?Jagunços fortemente armados estão nos rondando e provocando. Se eles derramarem nosso sangue, a culpa é dos fazendeiros e do governo que não dá um basta nessa violência?, diz o documento. 

Carta

No texto da Carta Terena, destaca-se que há mais de 100 anos atrás o povo terena foi expulso da terra indígena Buriti "pela ambição do homem branco". Fala da luta que travam há 15 anos para retomar o seu território, marcada pela violencia. "Já fomos baleados, presos, espancados e despejados muitas vezes. Mas aqui nós vamos ficar. Esta é a nossa fala", salienta.

"Nosso povo planta muito. Nas nossas retomadas, temos 350 hectares plantados de mandioca, milho, batata, mfeijão de corda, cana, abóbora, melancia, eucalipto, maxixe e banana. É assim que vivemos e trabalhamos. Vocês conseguem imaginar como seria ficar mais de um século sem sua terra? É assim que nós estamos".

Redação