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Morre Roberto Civita, filho do fundador do Grupo Abril

Corpo está sendo velado na Grande São Paulo. Roberto Civita foi o criador de várias revistas.

27/05/2013 11:05


O corpo do empresário Roberto Civita, de 76 anos, filho de Victor Civita, fundador do Grupo Abril, começou a ser velado às 11h desta segunda-feira (27) no Crematório Horto da Paz, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. O corpo chegou ao local ainda durante a madrugada, por volta das 4h. A cerimônia de cremação está prevista para 17h.
 
Civita morreu neste domingo (26), no Hospital Sírio-Libanês, na Bela Vista, região central de São Paulo, onde estava internado desde fevereiro. O empresário morreu às 21h41 devido à falência de múltiplos órgãos.
 
De acordo com nota do Grupo Abril, ele estava internado para a correção de um aneurisma abdominal. Civita foi operado durante o Carnaval para a colocação de uma prótese na aorta, mas teve complicações causadas por uma hemorragia. O quadro foi revertido, mas o estado de outros órgãos se complicou até chegar à falência múltipla.
 
Uma das primeiras autoridades a comparecer ao velório, o vereador Andrea Matarazzo (PSDB) lamentou a morte do amigo e contou que teve uma convivência familiar com Civita de três gerações, também foi amigo dos pais e filhos. "Roberto era um homem brilhante, bem humorado, de bem com a vida. Ele unia dois traços importantes que era o empreendedor e o empresário muito competente e um jornalista que prezava muito o espírito da liberdade, o espírito brasileiro. É uma perda inestimável tanto no aspecto empresarial, foi um dos grandes empreendedores, como no aspecto jornalístico, um homem que criou a revista brasileira de maior circulação, que é a Veja"
 
Histórico
 
Roberto Civita estava no comando da companhia havia mais de duas décadas, período em que a empresa diversificou seus negócios, tornando-se um dos maiores conglomerados de comunicação da América Latina. O grupo é responsável pela publicação das  revistas "Veja", "Exame", "Nova" e "Quatro Rodas", entre outras.
 
Civita acumulava os cargos de presidente do Conselho de Administração e diretor editorial do Grupo Abril, e presidente do conselho da Abril Educação. Mas, desde a sua internação, em março, estava afastado de todas as suas atividades no grupo, que foram assumidas interinamente pelo seu filho Giancarlo Civita, presidente executivo do Grupo Abril e vice-chairman da Abrilpar.
 
O publisher assumiu a presidência do Grupo Abril em 1990, após a morte do pai, quando se iniciou o período de intensa diversificação dos negócios da companhia, com atuação nas áreas de mídia, educação, gráfica, distribuição e logística.
 
Hoje, o grupo é composto pela Abril S.A., empresa responsável pelas áreas de mídia (Editora Abril, Mídia Digital, Elemidia, Alphabase, MTV e Casa Cor), gráfica, logística e distribuição, e pela Abril Educação. O Grupo conta ainda com a Fundação Victor Civita, criada em 1985 com o objetivo de fortalecer a educação de base no Brasil.
 
Sob o comando de Roberto Civita, a Abril investiu em televisão e internet. Colocou no ar a TVA e a MTV, considerada o primeiro canal de TV segmentado do Brasil. Na internet, a primeira iniciativa foi com o BOL, Brasil Online, lançado em 1996, e mais tarde incorporado ao UOL.
 
Em 1999 foi lançado o Ajato, provedor de internet em banda larga. Hoje, a Abril Mídia Digital é a unidade do grupo responsável pelos novos negócios digitais da Abril.
 
Na área de educação, fazem parte do grupo as editoras Ática e Scipione, os sistemas de ensino Anglo, Ser, Maxi e GEO, o Siga (focado na preparação para concursos públicos), o Curso e o Colégio pH, o Grupo ETB (Escolas Técnicas do Brasil), a Escola Satélite, a rede de escolas de inglês Red Balloon e a Livemocha, ensino de idiomas. Criada em 2007 como um braço do Grupo Abril, a Abril Educação passou a atuar separadamente da Abril S.A. no início de 2010, por meio de uma reorganização societária.
 
Em maio de 2006, a Abril anunciou a sociedade com o grupo de mídia sul-africano Naspers, que passou a deter 30% do capital da Abril SA, incluindo a compra dos 13,8% que pertenciam aos fundos de investimento administrados pela Capital International.

G1