Amor de mãe

Menina que ficou grávida do pai e 'rejeitou' bebê em MS melhora com tratamento

Escolha da vítima de abusos foi de ficar com a menina, que nasceu aos 7 meses, em Anastácio

07/11/2018 12:08


Quartinho pronto, acompanhamento psicológico e uma melhora expressiva, após pouco mais de um mês do nascimento da filha. A rejeição, durante a gravidez, ganhou "novos ares" e o que a equipe vê é uma mãe que dorme juntinho com a filha, está bem carinhosa e inclusive demonstra até ciúmes, quando ficam muito tempo com o bebê no colo.

"Ela recebeu carrinho, colchão, berço e bastante leite, já que não conseguiu amamentar a menina. A equipe toda está muito contente com a evolução da adolescente. Sobre o agressor, nem tocamos no assunto. Hoje, digo que ela não tem mais pensamentos ruins, está bem melhor. Está risonha, carinhosa e até ciumenta, quando brinco muito tempo com a menina", afirmou a assistente social Débora Lubas.

Até o momento, a equipe havia optado em fazer visitas diárias. "Ela possui uma vida humilde, vive em um pequeno espaço e as doações ajudaram demais, principalmente do leite agora. Inclusive, recebemos ligações e ajuda de pessoas de outros estados. É lindo ver ela bem, dorme juntinho do bebê. Com o tempo, as visitas passarão a ser semanais", ressaltou Lubas.

No dia 20 de setembro, uma ligação da adolescente, no Conselho Tutelar, mudou o rumo do que parecia inevitável. A escolha da vítima de abusos do próprio pai, no entanto, foi de ficar com a menina. O bebê nasceu aos 7 meses, em Anastácio.

Parto prematuro

O bebê nasceu no Hospital Regional Doutor Estacio Muniz, no bairro Guanandy. Durante as visitas assistenciais, os envolvidos que acompanham o caso perceberam que "ora ela se encantava, ora não queria a menina, já que ainda estava confusa e não aceitando a gestação", de acordo com Carmo.

Caso à tona

Maria Luiza Rivas também ressaltou que o caso "só veio à tona" porque a barriga da vítima já estava grande, aparentemente entre o 3° a 4° mês de gestação.


G1 MS