SANGUE BOM

Professor Carlão obtém 9º melhor tempo em jogos mundiais para transplantados

Em menos de três anos, atleta já participou de importantes campeonatos internacionais

26/08/2019 10:45


O biólogo, Carlos Alberto Rezende, é exemplo de perseverança e superação para muitas pessoas que aguardam por um transplante de medula ou de órgãos. Diagnosticado com Aplasia Medular Severa recebeu o transplante em 2016 e desde então é um dos “embaixadores” da causa, esclarecendo a população e estimulando as pessoas a se tornarem doadoras.

Com 55 anos, o professor Carlão, como é carinhosamente chamado, participou no mês de agosto, da 22ª edição dos Jogos Mundiais para Transplantados, que este ano foi realizado na cidade de New Castle (Inglaterra).

Atleta representa MS em New Castle (Inglaterra)

O atleta relata alguns detalhes do evento que reuniu 2.300 atletas transplantados vindos de 60 países. Apesar de lesionar a coxa no início da competição, Carlão obteve o 9º melhor tempo de categoria, referente a corrida de 100 metros.

“Foi uma experiência sensacional e estou feliz com o resultado, afinal mesmo machucado consegui concluir a prova. Ano passado conquistei um total de nove medalhas em competições para transplantados, sendo quatro nos Jogos Americanos em Salt Lake City (EUA) e cinco, na competição Latino-Americana”, detalha.

Mesmo lesionado, Carlão obteve o 9º melhor tempo na categoria 100 metros

SANGUE BOM

O diagnóstico de Carlão o levou a abraçar a causa de pacientes que necessitavam de transplante e por isso criou o Instituto Sangue Bom, com objetivo de realizar campanhas e esclarecer a sociedade sobre a importância da doação de sangue e órgãos. “Em três anos de ações realizadas conseguimos a adesão de 50 mil doadores de medula óssea. Nosso objetivo é compartilhar informações e quebrar preconceitos e mitos sobre a doação”, argumenta.

A determinação do atleta é motivada por um grande diferencial, ter conseguido um doador compatível para o diagnóstico de leucemia, visto que a possibilidade de encontrar era de 1 em 100 mil materiais coletados.

Durante competição em New Castle

No instituto, profissionais de diversas áreas colaboram como voluntários: médicos, dentistas, advogados, administradores, jornalistas, publicitários, estudantes, professores, aposentados, donas de casa, políticos e servidores públicos. As ações vão de apoio em palestras até visitas à pacientes, transmitindo amor e apoio aos pacientes que lutam pela vida.

O ingresso nas competições esportivas começou em 2017 e Carlão destaca a motivação e apoio de dois colegas de luta, Patrícia Fonseca (transplante de coração) e Rodrigo Machado (transplante de medula óssea). “Nossa equipe se chama “Time Brasil Atletas Transplantados” e estamos ligados à Associação Brasileira de Transplantados (ABTX), da qual sou diretor regional na região Centro-Oeste”, esclarece.

Na avaliação do atleta, duas pessoas que também foram inspiradoras no processo de restabelecimento são o presidente da ABTX, Edson Arakaki e o vice, Haroldo Costa, que criaram a entidade com objetivo de levar informação, promover eventos educativos, conhecer e apoiar outras associações de transplantados com objetivos comuns.

Incansável, Carlão participou em abril deste ano de uma corrida de 50 km, na qual comemorou seu restabelecimento e também, buscou mais uma oportunidade de despertar o olhar da sociedade para a necessidade de ser um doador. “Minha luta é pela vida, então seja um doador e contribua com a vida de outras pessoas”, finaliza.

SERVIÇO

Interessados em conhecer mais sobre o projeto podem acessar o site: www.institutosanguebom.com.br

 


ALINE OLIVEIRA