Tecnologia

Fusão de empresas de telecom levará a disputa no mercado latino americano

03/08/2007 10:21


A nova empresa de telecomunicações que pode ser originada da fusão da Oi (ex-Telemar) com a Brasil Telecom (BrT), poderá disputar o mercado latino-americano de telecomunicações, na opinião do ministro das Comunicações, Hélio Costa, em entrevista nesta quinta-feira (02/08) à Rádio Nacional. "Ela vai poder entrar na Venezuela, Colômbia, Peru. Então, isso tudo é o que nós estamos imaginando. O Brasil não pode ficar com todo o sistema de telecomunicações nas mãos de companhias internacionais", afirmou Costa.


Segundo informações da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), para realizar a fusão entre as duas concessionárias de telefonia poderá ser necessário modificar o Plano Geral de Outorgas (PGO), ou decreto presidencial 2.534 de 2/4/1998.


O decreto divide o Brasil em regiões para a prestação de telefonia fixa e limita que uma mesma concessionária tenha a concessão de mais de um estado dentro da mesma região. É o que afirma o artigo 14 do decreto: "A obtenção de concessão em determinada Região por empresa já concessionária do serviço (...) sua coligada, controlada ou controladora implicará a obrigatória transferência a outrem, de contrato de concessão detido em outra Região, no prazo máximo de dezoito meses, contado da data de obtenção da concessão".


Sobre esse assunto, Hélio Costa afirmou que entregou há duas semanas um relatório ao presidente Lula contendo detalhes sobre a proposta de criação da nova empresa.


Ao citar dados financeiros, o ministro mostrou porque defende que esse é um setor em que o governo deveria investir. Segundo ele, a receita das telecomunicações no Brasil, hoje, é de R$ 130 bilhões/ano. Destes R$ 130 bilhões, apenas R$ 10 bilhões são a receita das emissoras de televisão, todas as redes, das emissoras de rádio, todas as revistas, todos os jornais e a Internet. O resto é das telecomunicações.


"Então é uma coisa muito poderosa. Eu acho que está na hora do governo trabalhar, para que a gente possa ter uma empresa, não pública, mas privada, porém nacional. Para fazer frente à essas grandes empresas no setor de telecomunicações".


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