Tecnologia

Telefônica tenta comprar fatia da PT na Vivo

08/08/2007 10:02


A Telefônica definiu como prioridade comprar os 50% da Vivo que pertencem a Portugal Telecom.


A aquisição da fatia de 50% que a Portugal Telecom detém no controle da Vivo, operadora celular com maior número de assinantes no mercado brasileiro, é prioridade no setor para a Telefônica, afirmou nesta terça-feira o presidente da empresa espanhola no Brasil, Antonio Carlos Valente.


"O projeto que tem sido colocado claramente como de interesse da Telefónica é o da aquisição dos 50 por cento da Portugal Telecom na Vivo. Isso não depende de nós, depende de uma série de questões, mas essa seria a prioridade", disse Valente a jornalistas após seminário nesta terça-feira na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).


Portugal Telecom e a espanhola Telefónica dividem o controle da Vivo e vêm mantendo conversações sobre o futuro societário da operadora brasileira.


Em meados de julho, o presidente do grupo espanhol, César Alierta, disse ao Financial Times que havia oferecido 3 bilhões de euros pela fatia da Portugal Telecom na Vivo. Desde então, a companhia portuguesa tem rejeitado a idéia de que seja vendedora de sua posição na operadora brasileira.


Valente reforçou que a Telefônica, operadora fixa no Estado de São Paulo, segue interessada na área de telefonia móvel.


A aquisição da fatia da Portugal Telecom na Vivo seria importante para a Telefônica, pois permitiria a oferta conjunta de serviços de telefonia fixa e móvel em São Paulo, como faz a Oi, antiga Telemar, em outros Estados.


Ainda assim, Valente disse que a compra da participação na Vivo não é o único caminho para o grupo espanhol se expandir no Brasil.


"Crescer não significa comprar uma operadora ou outra apenas. Significa também aumentar o seu portfólio de serviços", comentou o executivo, que previu para breve o anúncio da TV digital por satélite da Telefônica.


Outro investimento, segundo ele, será na rede de banda larga Speedy, que hoje funciona sobre cabos mais adequados para telefonia do que para Internet. Valente não deu detalhes sobre investimentos em cabos ópticos.


uol