Policial

Polícia segue pista de crânio que pode ser de Priscila Belfort

10/08/2007 16:41


A polícia do Rio procura um catador de areola [areia fina usada em olarias] que encontrou um crânio perfurado por bala na fazenda Ipiiba, em São Gonçalo, região metropolitana do Rio. Elaine Paiva Silva, que confessou o crime, diz que Priscila Belfort, desaparecida desde de 2004, foi morta e enterrada na fazenda.


Segundo a polícia, o professor de informática Adacyr Bernardo, 43, teria comprado o crânio, em meados de 2005. "Ele disse que comprou o crânio para enfeitar seu triciclo, mas sua mulher teria lhe dado uma bronca por trazer aquilo para casa. Então, Bernardo jogou o crânio no lixo de casa, dois dias depois. Ele afirmou que não sabe o nome do homem que efetuou a venda. Agora precisamos encontrá-lo", afirmou o delegado da 75ª DP, Anestor Magalhães.


Vitor Belfort disse que só soube sobre o crânio hoje. "As coisas vão surgindo e as investigações continuam. Onde está esse professor, onde ele jogou esse crânio. Eu adoraria acreditar que a minha irmã ainda está viva. Peço que todos ajudem e se acharem alguma pista liguem para o Disque-Denúncia", disse Vitor Belfort.


Vitor disse na tarde desta sexta-feira que considera o depoimento de Elaine Paiva da Silva, 27, uma "meia verdade". Elaine afirmou à polícia ter participado do suposto assassinato e seqüestro de Priscila Belfort.


"Mesmo que o depoimento dela [Elaine] esteja se contradizendo, ela confirmou que participou de um homicídio e um seqüestro. Vamos aguardar mais provas. Na próxima quarta-feira vai sair a quebra de sigilo telefônico dela", declarou o lutador.


Namorados
Vitor deixou na Delegacia Anti-Seqüestro todos os nomes dos ex-namorados de Priscila Belfort. A polícia desconfia que exista um envolvimento de um dos rapazes no seqüestro. Quando interrogado sobre o relacionamento de sua irmã com o último ex-namorado, Luiz Cláudio Fortes, filho do ex-deputado federal Márcio Fortes, Vitor declarou não conhecer direito o rapaz. A Folha não conseguiu falar com Luiz Fortes.


Ele também afirmou que a família não recebeu nenhuma carta de Priscila, como disse Elaine Silva, no depoimento à polícia. Ela também voltou atrás ao declarar que um homem chamado Leo seria o autor dos disparos contra a vítima e não ela.


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