Política

Três ex-Ministros de Lula entre os 40 denunciados

22/08/2007 08:06


O ministro da Justiça, Tarso Genro, declarou ontem que a análise pelo Supremo Tribunal Federal da denúncia do mensalão não "respinga" no governo ou no presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apesar de o principal acusado pelo Ministério Público, o ex-ministro José Dirceu, ter sido um dos homens fortes do Palácio do Planalto por quase dois anos e meio.


"Não só não respinga como já foi declarado pelo procurador-geral da República que não respinga. Não tem nenhuma alusão ao governo, ao presidente. A aceitação da denúncia se refere a indivíduos determinados que cometeram ou não infrações determinadas", afirmou Tarso Genro pela manhã.


O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, declarou logo após a apresentação da denúncia do mensalão, em março de 2006, que não havia encontrado indícios contra o presidente durante as investigações, iniciadas depois que o petebista Roberto Jefferson revelou o esquema, em junho de 2005.


"Não há nenhuma referência ao presidente Lula que possa ser tomada como elemento capaz de justificar uma ação penal", disse, em abril de 2006.


Já em relação ao governo, a denúncia do procurador sustenta que o mensalão serviu para compra de apoio congressual ao Palácio do Planalto. Entre os 40 denunciados, há três ex-ministros de Lula - além de Dirceu (Casa Civil), Luiz Gushiken (Comunicação do Governo) e Anderson Adauto (Transportes)- e um ex-diretor do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato.


Tarso Genro não quis fazer outras considerações sobre o a análise da denúncia, que tem início hoje, argumentando que suas funções "recomendam observação, cautela e respeito ao Poder Judiciário".


A oposição divergiu. "Não há como separar o governo Lula do mensalão porque foi o instrumento usado para se obter maioria no Congresso", disse o líder da bancada do PPS na Câmara, Fernando Coruja (SC).


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