Turismo

Gasto de brasileiro no exterior cresce e BC espera déficit maior

22/09/2007 11:02


Com a cotação do dólar baixa, o brasileiro tem viajado mais ao exterior e também gastado mais. O crescimento dessa despesa fez o Banco Central rever a projeção de saldo negativo na conta de viagens internacionais, de US$ 1,8 bilhão para US$ 2,8 bilhões. Neste ano, esses gastos encostaram nos US$ 5 bilhões, maior valor já registrado desde 1947, início da série histórica.


"Esse gasto vem em linha com o aumento de renda. Em um primeiro momento, o câmbio ajudou. O aumento de renda propicia a possibilidade de viagens ao exterior", afirmou Altamir Lopes, chefe do Departamento Econômico do BC.


No acumulado dos oito primeiros meses do ano, o gasto de brasileiros em viagem ao exterior soma US$ 4,991 bilhões, um crescimento de 33,4% sobre o mesmo período do ano passado (US$ 3,742 bilhões) --trata-se de um recorde para o período. Em agosto, a despesa foi de US$ 682 milhões e, no ano passado, de US$ 5,764 bilhões.


Um dos fatores que justifica essa elevação dessa despesa é a valorização do real frente ao dólar, que favorece o crescimento das viagens internacionais.


Essa contabilização considera os gastos feitos em outros países com moeda estrangeira ou cartão de crédito internacional, ou seja, inclui também as compras feitas por brasileiros em sites de comércio eletrônico estabelecidos no exterior. No entanto, não há a segregação desse tipo de despesa.


Já os estrangeiros que passaram pelo Brasil até agosto deixaram de receitas US$ 3,265 bilhões, um aumento de 12,9%. Em agosto, foi de US$ 431 milhões e, em 2006, US$ 4,316 bilhões.


A diferença entre as receitas e as despesas resultou em um déficit de US$ 251 milhões em agosto e de US$ 1,726 bilhão no ano.


O gasto com passagens entra na conta de transportes, que está negativa em US$ 2,534 bilhões no ano --déficit de US$ 364 milhões no mês passado. Nessa conta, além do gasto com passagens aéreas, também é contabilizado o frete pago pelas empresas para exportar ou importar produtos. O BC não divulga previsão de resultado para esse serviço.


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