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Enersul promete rever tarifas e manter call center em MS

25/09/2007 17:43


A concessionária de energia elétrica que atende 73 municípios de Mato Grosso do Sul, Enersul, prometeu rever as tarifas cobradas, durante audiência pública na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, em Brasília (DF). A informação é do gabinete do deputado federal Vander Loubet (PT), propositor da audiência. A empresa se comprometeu também a manter no Estado o call center, a central telefônica de atendimento ao consumidor.


Pressionado por parlamentares, o diretor-presidente da Enersul, Antonio Eduardo da Silva Oliva, afirmou, durante a audiência, que vai manter a central telefônica em Mato Grosso do Sul. Antonio Eduardo prometeu também rever os cálculos da cobrança pela utilização de energia elétrica no Estado.


Vander disse que "os altos valores cobrados pela energia em Mato Grosso do Sul prejudicam as famílias que mais precisam, e o preço cobrado no Estado é um alerta para que a Câmara dos Deputados reveja as concessões e preços praticados pelas empresas concessionárias em energia elétrica em todo o Brasil".


Da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) instaurada na Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul para investigar os fatores que determinaram a elevação tarifária de energia, praticada pela empresa, estiveram na audiência o presidente, Paulo Corrêa (PR) e o vice-presidente Paulo Duarte (PT).


Corrêa e Duarte afirmaram que é preciso abrir a caixa-preta do cálculo dos preços da energia elétrica. Segundo Corrêa, "foi avanço a promessa de abertura da forma que são feitos os cálculos dos preços cobrados pela energia".


A expectativa dos parlamentares é de que as tarifas cobradas baixem de preço depois que os cálculos forem apresentados. Também participaram da reunião em Brasília, representantes da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), e dos Ministérios de Minas e Energia e da Justiça.


Relatório


Pelo prazo inicialmente previsto, os trabalhos da comissão deveriam ser concluídos no dia 24 de setembro. Porém, no dia 20, o relator, o deputado estadual Marquinhos Trad (PMDB), pediu a prorrogação da comissão por mais 30 dias, que seria o tempo hábil para conclusão do relatório.


O trabalho foi atrasado devido à demora da empresa concessionária em atender aos requerimentos de informações do relator. Alguns dos questionamentos, segundo Marquinhos, ainda não tinham sido respondidos (até o dia 20).


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